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» Craques da Portuguesa - Rodrigo Fabri
Giolo colocou Rodrigo para jogar em todas as equipes infantis da Vila Marina, em Santo André, cidade onde ele nascera em janeiro de 1975, no ABC paulista. Chegou a treinar no dente-de-leite da Pirelli antes de ser levado para a Portuguesa em 1988. O avô, torcedor fanático do clube do Canindé, ficou satisfeito quando o técnico Manolo deu uma oportunidade para o garoto na categoria mirim. No entanto, o pai José Antônio morreu de enfarto em 1992, quase colocando fim à trajetória de Rodrigo. Mais uma vez, Giolo impediu que ele se desperdiçasse.
Não demoraria muito para que Rodrigo começasse a galgar o caminho para se tornar um jogador de destaque. Acordava às cinco da manhã para ir de trem e metrô para os treinamentos da Portuguesa, na zona norte de São Paulo. Em 1995, apareceu na equipe principal, conduzido pelo técnico Candinho. Contudo, o treinador deixou o cargo e seus substitutos, Levir Culpi e Valdir Espinosa, não apostaram em seu potencial. No ano seguinte, acabou sendo artilheiro do Campeonato Paulista de Aspirantes, marcando 27 gols.
Com o retorno de Candinho, Rodrigo voltou a ter oportunidades no time principal, chegando em boas condições de atuar no Campeonato Brasileiro. No gramado, surpreendia os adversários com jogadas na linha intermediária e chutes de longa distância. Além disso, tinha um bom aproveitamento nas cobranças de falta. Assim, tornou-se um dos principais ingredientes para a classificação para as quartas-de-final. Primeiro, a Portuguesa passou pelo Cruzeiro, derrotando o Atlético/MG na etapa seguinte. Só que o Grêmio faturou a taça de 1996 na final, perdendo a primeira e ganhando a segunda, ambas por 2 a 0.
Mesmo com o vice, Rodrigo passou a ser assediado principalmente por clubes da Europa. Mas ele permaneceu na Lusa por mais uma temporada, consolidando suas atuações nos gramados pelo País. Somente no final de 1997, seu passe foi comprado pelo Real Madrid, numa negociação que causou polêmica. A oposição da Portuguesa tentou até um processo de impeachment contra o então presidente Manuel Gonçalves Pacheco, que dera preferência ao time na compra do atleta. Havia inclusive o interesse do Deportivo La Coruña em pagar US$ 16 milhões. Já a negociação com o Real envolveu pouco mais da metade desse valor.
Como se não bastasse, Rodrigo teve seu passe emprestado para o Flamengo como parte do pagamento da equipe de Madrid pelo futebol do atacante Sávio. Logo que vestiu a camisa do Rubro-negro, ele já começou a sentir problemas físicos, como uma fratura na região lombar em janeiro de 1998.
Um ano depois, aconteceu a transferência para o Santos, também sem mostrar o mesmo futebol de antes, parado pela violência dos zagueiros. Ainda que nunca tenha atuado pelo Real Madrid, Rodrigo fez algumas incursões pelo futebol europeu. No Valladolid até 2000, marcou nove gols em 22 partidas. Em Portugal, fez quatro gols em 15 jogos até meados de 2001 pelo Sporting. A incerteza sempre foi um sentimento presente na carreira de Rodrigo, pois ele não encontra vaga no Real Madrid, vendo seu passe emprestado em diversas vezes, pois seu vínculo com a equipe vai até 2004. Em outubro de 2001, um empréstimo de 20 meses o levou até o Estádio Olímpico para jogar no Grêmio, após cinco meses afastado dos campos.
Ali, sim, pôde atuar com a certeza de uma continuidade. E fez bonito: foi o principal jogador do time em 2002. No primeiro semestre, atuando como ala esquerdo, ajudou o Grêmio a chegar à semifinal da Copa Libertadores da América. No Campeonato Brasileiro, arrasou. Foi artilheiro – ao lado do são-paulino Luís Fabiano - com 19 gols, muitos deles merecedores de placar, como o último na goleada de 4 a 0 sobre o Corinthians. Prova de que o menino da Lusa virou um matador a serviço do futebol brasileiro, disposto a provar de vez o seu valor no Velho Continente.
Novamente o sonho europeu de Rodrigo foi adiado. O meia transferiu-se para o Atletico de Madrid, da Espanha, mas pouco jogou. Ficava no banco de reservas e, quando entrava, jogava em outras posições, como volante, por exemplo. Diante do cenário pouco animador, resolveu arriscar e decidiu voltar ao futebol brasileiro, depois de uma temporada, para mais um período de aprimoramento.
Embora os lusitanos o desejasem no Canindé, Rodrigo acabou indo para o Atlético-MG, em 2004. O começo no Galo foi um pouco preocupante, com contusões e más exibições. O alvinegro lutou durante todo o Brasileirão daquele ano para escapar do rebaixamento e só conseguiu na última rodada, para alívio de todos.
Mas o imprevisto se tornou realidade. Contusões, contratações que não deram certo - o ex-cruzeirense Fábio Jr, por exemplo, teve que conviver com as cobranças das arquibancadas e acabou não emplacando - e problemas de bastidores de novo desembocaram em uma campanha que não consegue tirar o Galo da zona de rebaixamento.
Sem que o atacasse conseguisse converter suas jogadas em gols e com a dor no púbis, Fabri sofreu nova queda de rendimento traduzida na péssima campanha atleticana. Resultado: Tite não resiste no comando e Marco Aurélio chega para pôr ordem na casa. Em sua faxina, Fabri se junta a outros oito atletas afastado.
Fonte: Divulgação
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