![]() |
|||
|
› Home
› Clube
› Craques
› Elenco
› Equipes › Estádio
› Hinos
› História
› Links
› Mascotes
› Museu
› Titulos › Uniforme › Vídeos |
» Seu Vital: 44 anos de amor aos 90 anos da PortuguesaQuando o pai de Vital Vieira Curto resolveu abandonar a pequena cidade de Leiria, em Portugal, com destino ao Brasil, a Associação Portuguesa de Desportos já era considerada uma das principais equipe de futebol de São Paulo. Com 30 anos de existência, ostentava dois títulos paulistas e tinha o respeito dos rivais da cidade.
Refúgio de muitos portugueses, o clube se tornou o palco da infância de Vital, e o time se tornou uma de suas paixões.
– Eu morava no bairro de São Judas. Era fascinado por um jogador chamado Julinho, que até hoje é o maior ponta-direita que existiu depois de Pelé. Um dia, encontrei com ele em uma padaria, e ele foi muito atencioso comigo. Daquele dia em diante, me tornei apaixonado pela Portuguesa - conta Vital.
Passados 44 anos, o hoje empresário Vital Vieira mantém o mesmo sentimento pela Lusa que tinha quando criança. Responsável pelo museu do clube, no Canindé, o senhor de cabelos grisalhos chora ao andar pelos empoeirados troféus da sala. É ali, entre recortes de jornais, taças e retratos de ex-presidentes, que Vital relembra da fase áurea do time.
– Depois que o Brasil perdeu a Copa de 1950, a Lusa foi a base da renovação da Seleção, assim como o Santos é hoje – diz, mostrando uma das fotos antigas do acervo.
Para que Seu Vital pudesse ter o que guardar em seu museu, foi preciso a união de cinco clubes amadores de São Paulo. Na tarde do dia 14 de agosto de 1920, Lusíadas, Portugal Marinhense, Cinco de Outubro, Marquês de Pombal e Lusitano se encontraram na Câmara Portuguesa de Commercio para, enfim, selar a fundação da Portuguesa, que tinha como objetivo principal rivalizar com outras colônias européias.
As fotos do museu revelam um pedaço da História. Ali, encontra-se a Ilha da Madeira, primeiro estádio construído em 1956, e o Canindé, atual campo da Lusa, levantado em 1972. Ídolos lusitanos, como Djalma Santos, Brandão, Basílio e Dener também estão eternizados.
– Não é fácil torcer para a Portuguesa. É coisa para poucas pessoas – orgulha-se Seu Vital.
Hoje, exatos 90 anos depois, a Portuguesa continua sendo de poucas pessoas. Mas todas elas apaixonadas pela Lusa. Como Seu Vital.
Bate-bola com Vital Vieira Curto - Responsável pelo Museu da Portuguesa
LANCENET!: Como surgiu a paixão pela Portuguesa?
Vital: Desde os oito anos que eu frequento este clube. Ainda era um garoto, e já via a Lusa colaborar para o futebol brasileiro. Na escola, sofria pressão dos meus amigos corintianos, mas me mantive firme. Depois que o Julinho, que foi meu maior ídolo, me deu um abraço, eu me apaixonei por este time. Sabe, é difícil torcer para a Portuguesa. Fácil é torcer para o Corinthians, São Paulo... agora torcer para a Lusa é para poucos.
L!: E como começou a trabalhar realmente no clube?
V: Eu tinha 24 anos e era frequentador assíduo do clube. Daí, a diretoria resolveu me chamar para ser secretário. Trabalhei em diversos cargos desde aquela época na Portuguesa, e desde que resolveram abrir o museu, fiquei responsável por sua preservação.
L!: E como foi isso?
V: Foi em julho de 1992. Tínhamos um homem aqui chamado Eduardo de Campos Rosmaninho, que foi o responsável pelo museu. Ele tinha um zelo com as obras, os troféus, as matérias antigas. Era um homem fabuloso... (Seu Vital chora). Morreu no ano passado, mas mesmo sofrendo com o Alzheimer ainda tinha lampejos de amor pela Portuguesa.
L!: Sendo português, qual a importância do clube para a colônia portuguesa?
V: Não precisa ser português para torcer para a Lusa. É um clube para qualquer um torcer. Acho errado essa história que só a colônia pode torcer para a Portuguesa.
L!: Tem algum time em Portugal?
V: Não. Só tenho um clube de futebol no coração: Associação Portuguesa de Desportos.
L!: Atualmente, ainda acompanha o time?
V: Mas é claro. Eu estou em todos os jogos aqui no Canindé. Mas os tempos mudaram né? Hoje não há amor à camisa. Eu já falei que queria que todos os jogadores que forem contratados tem que assinar o contrato no museu do clube, para saber que isso aqui não é um time qualquer.
Fonte: Lancenet
|
||
| © Desde 2005 - Todos os Direitos Reservados | |||