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» Craques da Portuguesa - Miguel
O outro momento difícil foi durante o jogo Juventus e Ferroviária, de Araraquara, lembra Miguel. "O jogador Zé Luís driblou os nossos zagueiros Carlos e o Oscar. Na seqüência a bola espirrou e ganhou altura. Eu saltei para a defesa. Enquanto eu caía com a bola o lateral Celso subia para a jogada. Não deu outra. Bati com a testa no joelho dele. Tive fratura do frontal (testa) e duas paradas cardíacas. Só consegui ser reanimado depois de muita massagem no peito e injeção de coramina."
Depois de três meses Miguel estava de volta defendendo o Juventus. "No começo era engraçado porque quando corria parecia que a testa se mexia. Na cirurgia colocaram algumas presilhas para fixar o osso da testa", conta.
Miguel era o goleiro do Juventus quando o Moleque Travesso derrotou o Corinthians por 1 a 0, em 1971, no Pacaembu, protagonizando a maior zebra da Loteria Esportiva. Com esse resultado o apostador Eduardo Varela ganhou uma verdadeira fortuna. "O Varela ganhou uma nota preta e eu todos os prêmios de melhor em campo. No único gol do jogo o Toninho Minhoca driblou o Zé Maria e o Ado antes de marcar", recordou o lance.
Miguel lembra da conquista do título de campeão paulista em 1973. "Eu não sei como o Armando Marques errou a contagem dos pênaltis. Nós estávamos perdendo por 2 a 1. Quando o Santos converteu a terceira cobrança, os jogadores reservas invadiram o campo para comemorar.
Os repórteres foram atrás. O técnico Oto Glória levou rapidamente todos os jogadores da Portuguesa para o vestiário e não deixou ninguém se trocar. Saímos logo do Morumbi para o Canindé. Ele sabia que ia dar confusão.
No trajeto até o Canindé ficamos acompanhando o desfecho dessa enroscada. O presidente da Federação, João Mendonça Falcão; da Portuguesa, Oswaldo Teixeira Duarte e do Santos, Rubens Quintas se reuniram e decidiram dividir o título porque não havia mais datas para outra partida", explicou o goleiro.
Miguel dribla a calvície
Há cinco anos Miguel viveu, talvez, o pior pedaço de sua vida. Constantemente, após o expediente, deixava a concessionária de veículos em que trabalha e se dirigia a um bar no bairro de Santana. Mas um dia se deu mal.
"Quando cheguei no bar estava tudo revirado e lá se encontravam alguns investigadores. O Natal, proprietário do bar, tinha sido preso por porte de droga. Quando cheguei os investigadores começaram a me interrogar e me levaram para o DENARC (Departamento de Narcóticos). Eu estava sendo acusado, pelo Natal, de vender droga. Por mais que eu dissesse que não mexia com aquilo, não adiantou. Fui preso. Puxei dois meses de cadeia no 29º Distrito Policial. Depois de muito trabalho e muita investigação fui inocentado. Posteriormente o Natal falou que só tinha me acusado porque eu era conhecido e não seria preso. Nossa, foi um sufoco, mas tudo isso faz parte do passado", contou.
Dívida de Gratidão
Aos ex-jogadores Toninho Minhoca, que atuou no Juventus e Vasco da Gama, e o ex-ponta esquerda José Robles (Pinga), pai do Ziza. Os dois o levaram para jogar no Juventus. Toninho era jogador e Pinga o treinador.
Fonte: Site Extra Oficial e Gazeta Esportiva
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