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» Craques da Portuguesa - Felix
“Eles (treinadores) recebem dinheiro dos pais para que os filhos sejam aprovados ou entrem no time. Às vezes, um menino tem potencial, mas, se não pagar, fica de fora. Infelizmente, é assim que funciona. Os dirigentes não tomam nenhuma atitude. Simplesmente se omitem", acusa.
Félix assume a autoridade de quem sabe o que fala. Afinal, além de conhecer os bastidores do profissionalismo, ele coordena uma das escolinhas de futebol comunitário da Prefeitura no CDM/Vila Sabrina. Basicamente, o projeto é destinado a carentes. O risco de extinção do programa da Secretaria de Esportes e Lazer o deixa bastante preocupado. As aulas estarão interrompidas de novembro a fevereiro. Até lá, os monitores não receberão salários. Sobreviver como? "A gente vai se virar", resume Félix, que também aceita convite para proferir palestras nas escolas e faculdades como ocorreu recentemente no Colégio São Luís e em Itapetininga.
O ex-craque procura repassar aos alunos a experiência de quem viveu situações distintas na carreira. As boas: os inúmeros títulos conquistados, especialmente o tri no México. As ruins... "Deixa pra lá. Nem vale a pena mexer nisso", desabafa, ao reclamar, da podridão dos bastidores. Entre as tantas incoerências, ele reclama do esquecimento que envolve os ex-jogadores. Ao pendurar as chuteiras, Félix encarou a nova realidade - longe dos estádios - como gerente de vendas do Ponto Frio no Rio de Janeiro. Depois disso, desempenhou diversas atividades, inclusive como vendedor de carros. Tarefa, que ainda exerce às vezes.
Fonte: Divulgação
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