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Ciclismo

 

Graças ao marinheiro Português Antônio Dias dos Santos, que migrou para o Brasil, a Lusa teve sua modalidade de ciclismo reconhecida. Ele ganhou destaque ao vencer as Voltas a Portugal em bicicleta, em 1950. Nestor Pereira apresentou Dias Santos á diretoria do clube e, nesse dia de Janeiro de 1952, foi estabelecido que ele formaria a equipe Lusa.

 

Já no primeiro ano de vida do departamento de ciclismo, Dias Santos conquistava o título de Campeão Paulista de 1ª categoria, com 14 provas vencidas, entre elas, o circuito de Itanhaém.

 

Um dos Troféus de ciclismo conquistado por Dias Santos (acima)

 

Grandes valores eram revelados para o ciclismo Nacional. Em 1953, ocorriam as primeira vitórias de outros ciclista da equipe, como Antônio Alba e Parestrelo, na 1ª categoria, e Orlindo Azevedo, nos juvenis. Em 1954, Léo Bergamo sagrou-se campeão de resistência na 1ª categoria, e Antônio Alba, Orlindo, Dias Santos e Delai dos Santos, o Copinho, venceram inúmeras competições, como a Volta do Interior, Volta de São Carlos e Copa Springer.

 

Em 1955, Dias Santos venceu dez provas e, junto com Alba, Luís Carlos Secco, Léo Bergamo, Ubiratam e Mendizabel tornou à Portuguesa campeã Paulista de resistência 1 1ª categoria. Delai dos Santos, Mário e Aparecido Leônico foram campeões da 3ª categoria.

 

Na Venezuela, os ciclista da Portuguesa brilharam intensamente, principalmente Alba, que se sagrou campeão americano de 50 Km na categoria meio fundo. Secco e Ubiratam obtiveram a 2ª colocação.

 

No Campeonato Paulista individual de velocidade, Alba foi campeão e Lauro Gonçalves, o vice. Ainda neste ano, Copinho conquistava o torneio de Km contra relógio.

 

Chegava o ano de 1956 e, com ele novas e grandes vitórias. Nas provas disputadas por equipes, os ciclistas lusos conquistaram, em Curitiba, os prêmios Prosdócimo e Hermes Macedo, Antônio Alba consagrava-se definitivamente, sendo o primeiro brasileiro a vencer a famosa prova Nove de Julho de A Gazeta Esportiva. Como consagração final dessa fase, a equipe disputou a Volta a Portugal com Dias Santos, Antônio Alba, Luiz Carlos Secco e Aparecido Leônico. Alba venceu as etapas de Lagos a Vila Real de Santo Antônio e Viana de Castelo a Coimbra e terminou como 2º colocado do circuito de Figueira da Foz.

 

Devido a uma série de problemas e dificuldades, o departamento de ciclismo encerrou suas atividades no segundo semestre de 1956. Antônio Dias Santos ainda permaneceria até o início de 1957. Fechava-se então uma fase de glórias do esporte amador da Portuguesa, que atingiu reconhecimento nacional e internacional.

Dias Santos e Antônio Alba

 

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Foto: Lusa, uma História de Amor

 

A segunda fase do ciclismo na Portuguesa teve início em 1979, na gestão de Oswaldo Teixeira Duarte, e já vitoriosa. Foram convidados para coordenar essa nova fase os diretores Antônio Castro Ferreira e Arnaldo Augusto Alves de Souza. O patrocínio foi da marca de roupas infantis Kiko, de propriedade de Ângelo Codicasa, que corria pela equipe lusa na categoria veteranos. O primeiro técnico dessa fase foi Luigi Cussighi. No fim do primeiro ano (1979), na classificação geral da Federação, a Portuguesa foi à vencedora, á frente do Ciclo Cadima, A.D.C Pirelli, S. E Palmeiras e A. D Caloi.

 

Destacaram-se nesse ano: Luís Roberto Molledo Secco (filho do ex-ciclista da Portuguesa, Luís Carlos Secco), campeão Paulista de estrada e do Km contra relógio; José Carlos Molledo Secco, irmão de Luís, que ficou em 5º lugar no ranking paulista desse ano; Diógenes Mello Pimentel Neto, Antônio Petrônio de Oliveira, Israel Nogueira de Almeira; os irmãos Messias e Ernesto Pires de Carvalho e Lauro Martins de Oliveira.

 

Na categoria veteranos, o grande destaque foi Eduardo Puertollano Gonçalves (3º no ranking), que mostrou toda a sua capacidade na estrada, na montanha, no contra relógio e na pista, onde foi Campeão Paulista. Na equipe de veteranos devem ser mencionados ainda, Francisco Guarizo, Alberto Ramos Souza e o patrocinador luso, Ângelo Codicasa, que sairia do departamento no ano seguinte.

 

Equipe da Portuguesa de ciclismo nos anos 50 / Foto: Guilherme Rebêlo

 

Em 1980, o sucesso foi estrondoso. O comanda permanecia o mesmo do ano anterior.

 

Resumindo, a Portuguesa conquistou os seguintes títulos: na categoria principal, campeã-geral de pista e vice-campeã em velocidade e australiana; na categoria de aspirantes, campeã-geral de ranking, campeã de velocidade, meio fundo e km contra o relógio, vice-campeã australiana, subida de montanha e perseguição individual; na categoria de novatos, campeã de ranking, pista, australiana, perseguição individual e jm contra relógio; e na categoria de veteranos, campeã em km contra relógio e vice-campeã em subida da montanha.

 

Na disputa da IV Taça Brasil de Ciclismo, conquistou a terceira colocação geral, garantindo a medalha de bronze em perseguição por equipes.

 

Basicamente, a equipe continuava a mesma de 1979, brilhando na categoria de aspirantes os irmãos Secco e surgindo entre os novatos uma grande revelação, o ciclista Clóvis Anderson Jr., além outros, como Rodvaldo Tassinari.

 

O ciclista José Carlos Secco participou da equipe brasileira na Volta da Juventude no Paraguai. Em 1981, os irmãos Secco continuaram, e outro grande ciclista, Gunther W. Sigl, sai da Caloi para se integrar à equipe lusa. Na categoria de novatos, Mário Theo Schely também se destaca.

 

Eduardo Puertollano, grande ciclista da categoria veteranos sai da Portuguesa.

 

A equipe disputa a volta ciclística da Independência em setembro, com brilhantismo.

 

Ainda em 1981, obtive a 3ª colocação no ranking paulista, na categorias principal e aspirantes.

 

Em virtude dos altos curtos necessários para a prática do esporte e da monopolização dos fabricantes de bicicleta e produtos afins, que detinham muitos mais recursos, a equipe lusa, dirigida por um grupo de abnegados, acabou encerrando suas atividades.

 

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Fonte: Livro - Lusa Uma História de Amor / Orlando Duarte

 

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