» Craques da Portuguesa - Dida

Os torcedores mais antigos lembram-se bem da técnica apuradíssima, ótimos dribles e chutes precisos do ponta-de-lança Dida, ídolo do clube entre 1954 e 1963. Com 244 gols marcados com a camisa rubro-negra, Dida ainda é o segundo maior artilheiro da história do Flamengo, perdendo apenas para Zico.

 

O Galinho de Quintino, aliás, nunca escondeu que ele foi seu grande ídolo e modelo a ser seguido dentro da carreira. Dida iniciou a carreira profissional no CSA, de Alagoas. Com apenas 18 anos, ajudou o CSA a conquistar o campeonato local. Já mostrava uma profunda aspiração goleadora: terminou a competição como artilheiro, com nove gols.

 

Em julho de 1954, Dida deixou Alagoas e transferiu-se para o Flamengo, onde seria ídolo. Logo em seus primeiros meses no clube, foi campeão carioca. Repetiu o feito no ano seguinte, ajudando o Flamengo a conquistar o tricampeonato do Rio de Janeiro. Foi a consagração de Dida, que marcou três gols na vitória de 4 x 1 sobre o América na grande decisão. Atuando em um clube tão importante, não foi difícil para Dida chegar à seleção brasileira.

 

Para coroar suas brilhantes atuações, ele fez parte da seleção que conquistou o primeiro título Mundial para o Brasil, em 1958, na Suécia. Foi titular na primeira partida na Copa, uma vitória de 3 x 0 sobre a Áustria, mas depois perdeu a posição para Vavá. De volta ao Flamengo, Dida ainda foi campeão do Torneio Rio-São Paulo de 1961. Em 1963, ele se desentendeu com o técnico Flávio Costa e sentiu que era o momento de deixar o clube.

 

Em 1965, o Palmeiras toma um gol de Dida (Portuguesa), no Morumbi incompleto. O goleiro é Valdir Joaquim de Moraes/ Foto: Milton Neves.

 

Veio para a Portuguesa em 1964, mas permaneceu no clube por apenas um ano, encerrando a carreira aos 30 anos de idade.

 

Depois de pendurar as chuteiras, trabalhou como comerciante, treinou vários clubes e a partir de 1980 passou a trabalhar como técnico nas divisões de base do Flamengo.

 

Aos 68 anos, sofreu uma hemorragia hepática e foi internado no Hospital Miguel Couto, onde permaneceu por uma semana.

 

Faleceu no dia 10 de setembro de 2002, de insuficiência hepática e respiratória.

 

Análise Técnica

 

Cabeceio: tinha ótima impulsão e boa colocação.
Chute com o pé direito: preciso.
Chute com o pé esquerdo: bem direcionado.
Velocidade: muito boa.
Habilidade: conduzia a bola com elegância e driblava muito bem.
Posicionamento: perfeito. Sempre estava bem colocado para marcar.
Marcação: ajudava a fechar o meio-de-campo.

 

Fonte: Site Extra Oficial da Lusa e Pelé Net

 

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