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» Craques da Portuguesa - CapitãoAbaixo uma matéria realizada pelo Globo Esporte, em 2008
Oleúde José Ribeiro é o nome registrado em seus documentos, mas Capitão é como esse ex-jogador de 39 anos ficou conhecido. Volante da Portuguesa por mais de dez anos (somando as três passagens), ele ainda nutre um carinho mais do que especial pelo clube do Canindé. Tanto que atualmente arruma um tempinho entre os afazeres com sua fazenda e a ambição de ser treinador para rezar por seu time.
- Eu sou um torcedor da Portuguesa. Foi lá que tudo começou para mim. Estou rezando e torcendo muito para que o time saia da zona do rebaixamento e possa continuar na Série A no ano que vem - declarou Capitão, angustiado com o fato de a Lusa estar seriamente ameaçada pelo descenso no Brasileirão.
No final de sua carreira, o ex-volante disputou duas edições da Segundona com o clube rubro-verde: em 2003 e 2004. E para não ver a Portuguesa novamente nessa situação, ele manda um recado aos dirigentes do time paulistano.
- Não adianta nada ficar trocando de treinador. Tem que estar todo mundo muito concentrado no objetivo de permanecer na Série A. Se começarem a mudar demais é perigoso se afundar de vez - alertou o experiente Oleúde.
Atualmente, além de rezar pela Portuguesa, Capitão administra uma fazenda em Santa Lúcia, pequena cidade do Paraná. Lá, o ex-jogador investiu na agropecuária, setor que o ajuda a manter um bom caixa enquanto não aparece nenhuma chance como treinador – recentemente, ele fez estágio com Muricy Ramalho no São Paulo.
- Eu gostaria muito de ser treinador, mas ainda não apareceu uma boa oportunidade. Também não vou aceitar qualquer coisa, porque tem muito clube sem estrutura e é a sua capacidade como profissional que fica em xeque. Quem sabe consiga começar nas categorias de base da Portuguesa - falou Capitão.
Título? Apenas no São Paulo e no Grêmio
Apesar de ter ficado mais de dez anos na Portuguesa, Capitão não conquistou sequer um título no Canindé. Mesmo assim, o momento mais marcante de sua carreira foi por lá: o vice-campeonato brasileiro de 1996, derrota para o Grêmio na final.
- Foi a época mais feliz da minha carreira. Aquele grupo era muito bom e chegou até a final porque era bastante unido - relembrou o ex-volante.
Mas foi apenas em 1998, no São Paulo, que Oleúde conquistou seu primeiro título como profissional. Não foi no seu clube de coração e também não foi em sua posição de origem. Na conquista tricolor do Paulistão daquele ano, Capitão era zagueiro.
Um ano depois, no Grêmio, ele conquistou o Campeonato Gaúcho, seu segundo e último título. Em quase 20 anos de carreira, Capitão ainda passou por Cascavel, Verdy Kawasaki-JAP, Guarani, Portuguesa Santista, Botafogo-SP, Sport e Grêmio Mauaense, clube que teve o prazer de ser o último do volante.
Fonte: Globo Esporte
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