» Craques da Portuguesa - Batatais

Dizem algumas lendas que a Portuguesa contratou Batatais pagando-lhe um tratamento dentário e um terno. Estreou na Portuguesa em 22 de maio de 1933, na vitória de 4 a 2 sobre o Santos, com gols de Luna (2), Alberto e Nabor. Foi o primeiro ano de profissionalismo do clube e o elenco era formado por: Batatais, Neves e Machado; Fiorotti, Brandão e Gasperini; Saci, Nico, Nabor, Alberto e Luna.

 

Em 5 de junho de 1933, estreou no Rio-São Paulo, que era realizado simultaneamente com o Campeonato Paulista. A Portuguesa venceu o América, no Rio de Janeiro, por 5 a 3. O goleiro do América, na ocasião, era Aymoré Moreira, que mais tarde iniciaria a carreira de técnico e dirigiria a Portuguesa e a seleção brasileira.

 

Seu último jogo no gol da Portuguesa foi na derrota de 1 a 0 para o Corinthians, em 26 de novembro de 1934. O time era formado por: Batatais, Neves e Machado; Marteletti, Brandão e Gasperini; Teixeirinha, Frederico, Paschoalino, Alberto e Luna.

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Disputou a Copa de 38 e começou como titular, mas fez uma péssima partida contra a Polônia, em 5 de junho de 1938, que o Brasil só conseguiu vencer por 6 a 5 graças aos 4 gols de Leônidas da Silva, o "Diamante Negro". Perdeu a posição para Válter nas partidas contra a Tchecoslováquia e a Itália, voltando a jogar na decisão do terceiro lugar contra a Suécia, em 19 de junho, quando o Brasil venceu por 4 a 2.

 

Sua derradeira partida pela seleção foi na derrota por 5 a 1 para a Argentina, em 15 de janeiro de 1939. O Brasil perdia dentro de São Januário, no Rio de Janeiro, a Copa Roca.

 

Após deixar a Portuguesa, jogou no Palestra Itália e no Fluminense. Foi agraciado com o Prêmio Belfort Duarte, em 1948, que era conferido aos atletas que completassem no mínimo 200 partidas oficiais de futebol durante 10 anos sem sofrer uma única punição.

 

Entretanto, o final da carreira de um dois maiores goleiros brasileiros da década de 30, conhecido como "o Arqueiro das Mil Mãos", "a Muralha da China" e "a Cortina de Ferro" foi melancólico. Em 1947, quando esteve hospitalizado, o Fluminense deixou de pagar o seu salário e o goleiro foi obrigado a recorrer à Justiça do Trabalho, para receber os seus pagamentos.

 

Fonte: Site Extra Oficial da Lusa

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