» Antonio Quintal - Comentário sobre a Portuguesa

O tempo passa e a Portuguesa continua a mesma.

 

Parece que não há jeito das coisas mudarem pelos lados do Canindé.

 

Entra ano, sai ano, começa campeonato, termina campeonato, com a Portuguesa sendo a mesma.

 

Nos primeiros quatro meses deste ano, duas competições foram disputadas pela Portuguesa. Tanto no Paulistão como na Copa do Brasil a trajetória lusa não foi a esperada. Aliás, esteve longe daquilo que o torcedor rubro-verde queria.

 

No estadual o time oscilou muito, sempre alternando péssimos resultados com boas vitórias alcançadas fora de casa. No torneio nacional a situação não foi muito diferente.

 

Tudo isso porque a Portuguesa não consegue se estruturar como precisa. O modelo do futebol profissional da Portuguesa está falido. Muitas modificações estruturais precisam ser feitas, sem elas dificilmente a Portuguesa verá seu futebol voltar a ser grande.

 

Enquanto essa coluna estrutural não for constituída, a situação não mudará.

 

O futebol luso precisa ser tratado de forma equilibrada, justa, competente. Não há como se alcançar sucesso sem organização, sem planejamento, sem projeto.

 

Sucessivamente vemos a Portuguesa realizando contratações sem nenhum critério, sem nenhuma analise, sem as devidas observações.

 

Em 2010, a Portuguesa já contratou quatorze jogadores ( Andrey, Zé Leandro, Paulo Sérgio, Gladstone, Maurício, Athirson, Glauber, Luís Ricardo, Luís Carlos, Biscayzacú, Marcos Paulo, Celsinho, Romano e Ademir Sopa.

 

Desse grupo de contratados, apenas três deles ainda não puderam mostrar suas qualidades no time luso. Maurício que jogou apenas seis minutos contra o Fluminense, além de Romano e Ademir Sopa. Dos outros onze, apenas Paulo Sérgio, Luís Ricardo e Glauber justificaram suas contratações.

 

Os outros ( Andrey, Athirson, Marcos Paulo, Biscayzacú, Luís Carlos, Gladstone, Zé Leandro e Celsinho ) até agora, pouco mostraram e dificilmente poderão justificar suas vindas para o Canindé.

 

Qual o critério para as recontratações de Athirson, Celsinho e Marcos Paulo?

 

Jogadores que chegaram ao Canindé, completamente fora de forma e necessitando de muito condicionamento físico.

 

Ora!, Para que trazer para o elenco, jogadores que precisariam de pelo menos dois meses para readquirir a melhor condição física e atlética, para depois buscar a técnica.

 

Quem indicou Biscayzacú? Jogador limitadíssmo que não tem bola para ser titular da Portuguesa. Jamais conseguirá resolver os problemas ofensivos da Portuguesa. Aliás, foi outro que chegou sem condição física.

 

Qual foi a analise feita para contratar Luís Carlos?

 

Será que alguém na Portuguesa sabia que o atacante tem eternos problemas com a balança?

 

Aliás, ele briga mais com ela do que com os zagueiros contrários.

 

Quais os critérios que levaram a Portuguesa a trazer os fraquíssimos Zé Leandro e Gladstone?

 

Onde Zé Leandro jogou? O que ele poderia agregar ao elenco luso?

 

A passagem de Gladstone pelo clube, foi mais rápida que suas coberturas na linha defensiva lusa nas raras vezes que vestiu a camisa lusa.

 

O goleiro Andrey, que veio do Cruzeiro para preencher a lacuna deixada por Muriel, até agora não passou de um simples reserva.

 

Tanto é que o técnico Vadão pediu a contratação de um goleiro.

 

A Portuguesa demora para contratar. As competições acabam e a Portuguesa não age com rapidez. Uma agilidade mostrada pelos outros clubes, que antes do encerramento das disputas, começam a trabalhar as contratações. Fica claro que na Portuguesa, não há um trabalho de observação durante as disputas dos campeonatos.

 

Com a chegada de Vadão, o torcedor da Portuguesa renovou suas esperanças de ver uma Portuguesa forte, competitiva, brigando por vitórias e títulos.

 

Sempre que chega um novo técnico isso acontece. Mas, pelo que fiquei sabendo ontem, as coisas não vão mudar no Canindé.

 

Kempes está de volta. Ele que disputou o campeonato gaúcho pelo Novo Hamburgo ao lado de Preto.

 

Sinceramente, Kempes não é solução, é apenas mais um no elenco.

 

Não será com jogadores do nível de Kempes, Guigov, Zé Leandro, Andrey, e outros que a Portuguesa conseguirá retornar ao Brasileirão em 2011.

 

Este ano a Série B será disputadíssima, afinal de contas, Sport, Náutico, Coritiba, Bahia, Figueirense, Brasiliense e América MG, que brigarão como nunca para subir. Isso sem contar os domésticos Santo André, Ponte Preta e São Caetano que também querem o acesso.

 

A briga será grande e o clube que não estiver devidamente estruturado não conseguirá voltar à Série A.

 

Com o retorno de Kempes, ao que tudo indica, a Portuguesa será a mesma.

Você lembra dele?

 

Alexandre Chagas, lateral direito que chegou ao Canindé em 1998.

 

Estreou no empate por 1 a 1 contra o União São João em Araras. Durante o jogo foi substituído por Walmir ( vice-campeão brasileiro em 1996 ).

 

O time luso que tinha Eduardo Amorim como técnico, jogou com : Márcio; Alexandre Chagas (Walmir); Élvis; Fabrício (Cesinha); Augusto; César Augusto;Ricardo Lopes; Carlinhos; Aílton; Evair; Da Silva (Roberto). O gol foi marcado por Roberto.

 

A primeira vitória de Alexandre Chagas com a camisa lusa ocorreu contra a Portuguesa Santista no Canindé, 2 a 0, gols de Evandro e Leandro Amaral.

 

Alexandre Chagas sentiu o sabor da primeira goleada rubro-verde ( 5 a 0 ) contra o Remo do Canindé em jogo da Copa do Brasil. Gols de Leandro Amaral 2, Augusto, Evandro e Evair.

 

A primeira derrota de Chagas na Portuguesa foi contra o Ituano em pleno Canindé por 3 a 1.

 

Evair fez o gol luso.

 

Na Lusa, Alexandre Chagas viu Eduardo Amorim cair e ser substituído por Candinho.

 

Na esteia de Candinho, Alexandre Chagas ficou fora do time da Portuguesa que goleou o Juventus no Canindé por 5 a 1.

 

Gols marcados por Da Silva 2, Leandro Amaral, Evandro e Tininho.

 

Essa foi a equipe escalada por Candinho: Fabiano; Walmir; Émerson; Élvis; Augusto; Alex; Carlinhos; Evandro (Tininho); Aílton (Marcelo Borges); Leandro (Da Silva); Evair.

 

Alexandre Chagas foi titular da Portuguesa no histórico empate por 4 a 4 com a Portuguesa Santista em Ulrico Mursa, quando o time do Canindé chegou a fazer 4 a 0.

 

Gols de Evandro 2, Evair e Leandro.

 

Defendendo a Portuguesa, Alexandre Chagas perdeu o primeiro clássico para o São Paulo no Canindé por 3 a 1 gol de César Augusto.

 

O primeiro grande roubo que Chagas sofreu com a camisa da Portuguesa, foi no empate por 2 a 2 com o Corinthians no Morumbi pelo Campeonato Paulista. Jogo que o argentino Xavier Castrilli afanou os lusos. Na mão grande ele tirou a Portuguesa das finais. Nesse crime cometido por Castrilli a Portuguesa jogou com: Fabiano; Walmir (Alexandre Chagas); Marcelo Miguel; César; Augusto; Alex; Carlinhos; Alexandre (Da Silva); Evandro; Evair; Aílton (Leandro). Gols de Ailton e Da Silva.

 

Chagas esteve na histórica vitória da Portuguesa contra o Botafogo RJ no Canindé , 5 a 2, pelo Brasileirão.

 

Nesse dia, Leandro Amaral marcou três gols, Evandro e Alexandre completaram.

 

Chagas assistiu saída de Candinho e a chegada de Zagallo.

 

Sob o comando de Zagallo, Chagas ficou fora do time luso.

 

Chagas voltou a ser titular com o técnico Juninho que ficou no posto de Zagallo. A Portuguesa goleou o Juventude em Caxias por 5 a 0, gols de Ailton 2, Evandro, Simão e Alexandre.

 

Em 2001, novamente tendo Candinho como treinador, Chagas voltou a defender a Portuguesa no empate de 1 a 1 contra o Londrina no Estádio do Café. Gol luso marcado por Élson.Jogo que a Portuguesa atuou com: Renato; Alexandre Chagas; Sívio Crisciuma; Élvis; Lupídio; Élson (Vinícius); Sandro Fonseca (Souza); Hernani (Ricardo Lopes); Lúcio (Roberto); Ricardo Oliveira; Cléber (Iotte).

 

Alexandre Chagas se despediu da Portuguesa na derrota por 4 a 3 para o Vitória no Estádio do Barradão. Gols lusos marcados por: Alexandre Gaúcho 2 e Júnior. Uma despedida que contou com: Bosco; Alexandre Chagas; Alex Xavier; Júnior; Luís Henrique (Alex Alves); Júlio (André), Rocha; Lello; Ricardo Lopes; Alexandre Gaúcho (Éder); Édson Araújo. Téc.: Edú Marangon.

 

Alexandre não chegou a marcar um gol com a camisa rubro-verde.

 

Um abraço e até a próxima,

 

Antonio Quintal

 

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