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» Antonio Quintal - Comentário sobre a PortuguesaPortuguesa estréia com goleada na Série B de 2010.
Fazendo sua estréia na Série B do Campeonato Brasileiro de 2010, a Portuguesa , ontem à noite no Canindé, goleou o Vila Nova de Goiás por 4 a 1, conseguindo seus primeiros três pontos na competição.
As “surpresas “ de ultima hora continuam acontecendo na Portuguesa. Ontem foi a vez do goleiro Fábio, deixar o clube horas antes da partida contra o Vila Nova.
Com a saída do goleiro a situação do técnico Vadão ficou mais complicada, pois Ademir Sopa, Athirson, Glauber, Maurício, Guigov, Marco Antonio e Kempes não reuniam condições de jogarem contra os goianos.
Sem muitas opções, Vadão escalou Henrique ao lado de Marcos Paulo e Acleisson no meio campo luso. Colocou Andrey no gol, manteve Héverton e Luís Ricardo como dupla de ataque, Domingos, Thiago Gomes e Preto Costa como zagueiros e Paulo Sérgio e Fabrício nas alas.
1º tempo.
Total superioridade da Portuguesa, que manteve postura ofensiva e mais posse de bola.
Com meio minuto de jogo, a Portuguesa chegou ao ataque com Fabrício que entrou em diagonal da esquerda para o meio e chutou para Max praticar sua primeira defesa.
Passado um minuto, Fabrício desceu bem pela meia-esquerda, foi derrubado na intermediária.
Falta bem cobrada por Acleisson que obrigou Max a fazer boa defesa junto ao travessão.
Embora mantivesse mais presença no campo de ataque, a Portuguesa encontrava dificuldades para passar pela boa marcação do Vila Nova.
O Vila Nova não tinha nenhuma presença ofensiva e vivia da qualidade de Gil.
A primeira boa chance lusa de marcar aconteceu aos 25’, quando Domingos cabeceou rente ao poste esquerdo de Max.
Aos 29’, surgiu o primeiro gol da Portuguesa. Paulo Sérgio cruzou da direita, a bola passou por Luís Carlos, bateu nas pernas de Júnior Paulista e entrou.
Os goianos só levaram perigo aos 35’, quando Gil fez boa jogada pela direita e Domingos desviou para escanteio. Depois da cobrança, Gil tocou de cabeça à direita de Fábio.
Aos 42’, a Portuguesa chegou ao segundo gol. Bola alçada da direita, Héverton tocou de cabeça e deixou Luís Carlos frente a frente com o goleiro Max que foi encoberto pelo atacante da Portuguesa. Luís Carlos mostrou tranqüilidade na jogada.
Depois de dois minutos o goleiro Andrey praticou sensacional defesa, quando Gil chutou à queima roupa.
O primeiro tempo terminou com a merecida vitória da Portuguesa por 2 a 0.
2º tempo.
Para o segundo tempo, o Vila Nova voltou modificado. O técnico Edson Gaúcho adiantou o posicionamento de seu time e o deixou mais ofensivo.
Aos 2’, Bruno Cazarini atirou para grande defesa parcial de Andrey. No rebote Joelson chutou e a bola tocou levemente no travessão luso.
A resposta da Portuguesa veio aos 4’, quando Fabrício tocou pelo alto para Héverton que chutou fraco e Max pegou. Boa chance perdida.
Aos 10’, Marcos Paulo rolou para Paulo Sérgio que bateu com curva e forçou Max a fazer boa defesa.
Sem sucesso, os goianos tentavam diminuir o placar.
Aos 23’, a Portuguesa aumentou sua vantagem para 3 a 0. Heverton dominou a bola dentro da área adversária e rolou para a entrada de Acleisson que foi empurrado por Júnior Paulista. Pênalti que Héverton cobrou com categoria no canto esquerdo.
A sorte do jogo estava decidida. Ao Vila Nova restava lutar para cair de pé.
Aos 26’, Marcos Paulo cometeu falta em Michel que Marx Ferraz cobrou com violência e a bola carimbou o travessão de Andrey.
Aos 33’, a Portuguesa chegou ao quarto gol. Contra-ataque puxado por Celsinho que serviu Luís Carlos, aberto pela direita, que rolou rasteiro para Héverton que se antecipou aos zagueiros do Vila e tocou no canto esquerdo.
O Vila Nova ainda diminuiu aos 42’, quando Bruno Cazarini aproveitou bom cruzamento de Osmar e tocou de cabeça no canto direito de Andrey.
A partida foi encerrada com a boa e merecida vitória da Portuguesa.
Na Lusa:
Andrey - boa atuação. Praticou duas grandes defesas.
Domingos- esteve bem. Atuação tranqüila.
Thiago Gomes – Firme, seguro. Fez bom jogo.
Preto Costa – Mais uma atuação com raça e disposição. Foi bem.
Paulo Sérgio – Jogou bom futebol. Atacou bastante e não teve problemas na marcação.
Acleisson – Regular. Ontem não foi violento. Cobrou bem uma falta no primeiro tempo e ainda sofreu o pênalti que Héverton aproveitou.
Marcos Paulo – Razoável. Cometeu muitas faltas.
Henrique – Fraco. Ontem ficou devendo.
Fabrício - Continua sendo um dos principais jogadores do time. Boa apresentação.
Héverton – Não começou bem, depois cresceu no jogo e se destacou.
Luís Ricardo – Não fazia bom jogo. Contundido, teve que deixar o gramado.
Luís Carlos – Razoável. Marcou um belo gol e deu passe para Héverton fazer outro.
Jaime – Entrou e não apareceu.
Celsinho – Fez uma jogada boa no quarto gol da Portuguesa. Antes disso perdeu uma ótima chance de marcar.
Vadão - Sem muitas opções não inventou para escalar a equipe. Manteve o esquema 3 x 5 x 2 armado pelo Benazzi e foi bem agindo assim. Na coletiva fez algumas observações importantes.
Uma delas é a necessidade do time manter a regularidade durante a partida. O comportamento precisa ser uniforme. Concordo plenamente com ele. A irregularidade tem sido a grande adversária da Portuguesa nas ultimas competições. Vadão já enxergou isso e agora tentará trabalhar essa deficiência da equipe.
FICHA TÉCNICA
Portuguesa 4 x 1 Vila Nova
Vila Nova
A única coisa a lamentar ontem no Canindé foi o público que compareceu em pequeno número.
Claro que há uma série de motivos para a ausência da torcida da Portuguesa.
Primeiro que o time não empolga ninguém. O torcedor luso ainda não esqueceu a derrota sofrida para o Prudente em casa. Resultado que tirou a chance dos lusos disputarem as semifinais do Paulistão.
O preço de R$ 30,00 pelo ingresso é muito caro para o bolso do torcedor.
Acho um grande erro da Direção da Portuguesa praticar esse valor. Seria mais interessante baixar para R$ 10,00. Com certeza teríamos um público muito maior.
Jogar com estádio vazio não dá. Fica um ambiente gelado, pouca vibração. Todo jogador gosta e se agiganta quando se apresenta para grandes torcidas.
Depois de conquistar sua primeira vitória, a Portuguesa tem uma semana para se preparar para a batalha contra o Figueirense em Floripa.
Quanto às contratações, na próxima semana poderemos ter novidades no Canindé.
Você se lembra dele?
Contratado como médio volante em 1978, Daniel Gonzáles se tornou como um dos maiores zagueiros da história da Portuguesa.
A primeira vitória de Daniel Gonzalez em clássicos aconteceu em Dezembro de 1978, contra o Palmeiras no Estádio do Pacaembu, jogo que a Portuguesa perdia por 1 a 0, depois virou e venceu por 2 a 1. Lusa que neste dia foi dirigida pelo técnico Oswaldo Brandão que fez sua estréia na Portuguesa.
O time luso jogou com: Moacir; Pradera; Arouca; Beto Lima; Daniel Gonzales; Nelsinho; Tatá; Enéas; Camargo (Wilson Carrasco); Elói; Esquerdinha.
Em Fevereiro de 1979 Daniel Gonzalez venceu seu segundo clássico com a camisa rubro-verde. Desta feita Portuguesa 2 a 1 no São Paulo, jogo disputado no Palestra Itália onde Enéas marcou os dois gols.
Em Outubro de 1979, Daniel marcou o gol da Portuguesa no empate com o Guarani no Canindé.
Em 1980 o técnico Mário Travaglini assumiu o comando da Portuguesa e Daniel Gonzalez passou a ser um dos seus jogadores mais importantes. Era um dos xerifes da defesa lusa.
Daniel Gonzalez foi autor do gol da Portuguesa na vitória de 1 a 0 sobre o Botafogo no Maracanã em Janeiro de 1981 pelo Campeonato Brasileiro, quando a Portuguesa quebrou uma série invicta de 24 jogos do time carioca.
A Portuguesa tinha Everton, Alves, Duílio, Daniel Gonzalez e Fantick, Zé Mário, Danival, Wilson Carrasco, Pita, Gerson Sodré, Moisés, Toquinho e Beca.
Uma curiosidade, neste jogo Daniel Gonzalez cobrou e perdeu um pênalti quando o jogo estava 0 a 0, depois se redimiu fazendo um gol de cabeça no gol que fica à direita das cabines de Imprensa do Maracá. Uma tarde de sábado que foi muito comemorada pela torcida lusa.
Daniel jogou também na memorável vitória lusa contra o Grêmio RS no Canindé, gol de Wilson Carrasco cobrando falta em Leão que era goleiro do time gaúcho. Carrasco com incrível categoria colocou a bola no canto esquerdo de Leão que nada pôde fazer.
A torcida lusa posicionada atrás da meta de Leão ( lado dos vestiários ) “alugou” o goleiro que saiu brigando com De Leon, e toda a defesa gremista. Uma noite de quarta-feira entrou para a história da Portuguesa. O time gaúcho era o melhor do Brasil.
Daniel jogou 126 jogos com a camisa da Portuguesa e marcou nove gols.
Deixou o Canindé em 1982 para defender o Corinthians onde foi Campeão Paulista no mesmo ano.
Em 1983 foi para o Vasco da Gama onde foi vice-campeão brasileiro de 1984.
Em 1985 faleceu em acidente automobilístico na cidade do Rio de Janeiro.
Daniel sempre foi muito querido pelos companheiros e pela torcida lusa que gostava da raça uruguaia que o atleta mostrava na defesa da camisa rubro-verde.
Um abraço e até a próxima,
Antonio Quintal
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