» Antonio Quintal - Comentário sobre a Portuguesa

E o vexame continua!

 

Ainda não foi desta vez, que os jogadores da Portuguesa colocaram um fim ao vexame que a Portuguesa vem passando desde a décima quarta rodada da Série B, quando perdeu para o Náutico em Recife.

 

Ontem a Portuguesa completou uma série de sete jogos sem vitória, são cinco derrotas, três delas dentro de casa, e dois pobres empates.

 

Desta feita foi a vez do Vila Nova tirar uma casquinha do apático time luso. Os goianos, que começaram a rodada na zona do rebaixamento, venceram por 2 a 1 na primeira rodada do returno do campeonato.

 

Para o jogo do Serra Dourada, o técnico Vadão contou com retorno de Athirson. Assim o treinador optou pelo 4 x 4 x 2 e colocou o jogador carioca como lateral esquerdo.

 

Uma situação de risco, pois Athirson não tem mais condição física, velocidade para jogar marcando. Com vinte minutos de jogo, Vadão percebeu o erro cometido e foi obrigado a mudar o esquema de jogo. Puxou Ademir Sopa para o lado esquerdo da defesa e passou Athirson para o meio-campo ao lado de Acleisson, Marco Antonio e Héverton.

 

O fato é que desde os primeiros instantes da partida, o Vila Nova foi superior e constantemente levou perigo ao arco defendido pelo bom goleiro Weverton.

 

1º tempo

 

O Vila Nova começou com muita velocidade e procurando o ataque. A Portuguesa fazia exatamente o oposto, era um time lento e sem força ofensiva.

 

Logo na marca dos 5’, os goianos levaram perigo à defesa rubro-verde. Depois de boa trama pelo lado esquerdo entre Roni e David Ceará, a bola foi rolada para o lateral Ivan que chutou, da entrada da área, sobre a meta lusa.

 

Depois de dois minutos, outro bom ataque goiano. Allan recebeu a bola pela esquerda, entrou na área, fintou Domingos duas vezes e atirou cruzado buscando o canto esquerdo de Weverton que fez sua primeira grande defesa no jogo.

 

Somente aos 9’ a Portuguesa chegou à área do Vila Nova. Marco Antonio cobrou falta e a zaga do Vila desviou para escanteio.

 

Aos 15’, Acleisson tentou recuar a bola de cabeça para Weverton e entregou a bola de presente para Allan que driblou o goleiro luso e rolou para Roni que chutou para Ademir Sopa salvar junto ao poste esquerdo.

 

Ofensivamente a Portuguesa não existia.

 

Aos 20’, Roni desceu pela meia-direita e chutou para boa defesa de Weverton.

 

Passados dois minutos, outra vez Roni, agora pela direita,passou por Thiago Gomes e bateu cruzado para Weverton defender.

 

Aos 28’ Juninho chutou duas vezes de dentro da área lusa. Na primeira Weverton praticou grande defesa e rebateu a bola que Juninho chutou sobre o travessão luso.

 

A única boa jogada da Portuguesa no ataque aconteceu aos 34’, quando Paulo Sérgio cruzou da direita, Zé Carlos subiu atrás da zaga goiana e testou rente ao poste direito de Max.

 

Tirando essa situação, a Portuguesa criou mais nada em termos ofensivos.

 

O primeiro gol goiano surgiu aos 38’, depois que David Ceará recebeu a bola na entrada da área lusa e finalizou com sucesso.Convém destacar que o jogador do Vila Nova estava com absoluta liberdade para dominar a bola e chutar. Tudo isso bem à vontade. No lance não havia um volante da Portuguesa acompanhando o meia da casa.

 

A Portuguesa que não estava bem ficou pior ainda depois do gol sofrido. Aos 40’, Domingos falhou, Roni dominou a bola, rolou para David Ceará que atirou perigosamente sobre o arco de Weverton.

 

Antes do final da primeira etapa o Vila Nova chegou ao segundo gol. Ademir Sopa cometeu pênalti em Allan que Roni cobrou e marcou.

 

Estava desenhada mais uma derrota lusa no campeonato.

 

2º tempo.

 

Para a segunda etapa, a Portuguesa voltou com os mesmos jogadores. Vadão entendeu ser possível reverter a situação com a mesma equipe.

 

Nos primeiros quatro minutos o Vila Nova realizou três perigosos contra-ataques.

 

Aos 7’, Athirson rolou a bola para Dodô que chutou por cima da meta goiana.

 

A Portuguesa teve um ligeiro crescimento em relação ao primeiro tempo.

 

Aos 14’ depois de bola trabalhada pelo lado direito, Zé Carlos tocou para Dodô que bateu rasteiro e forçou Max a fazer sua primeira boa defesa no jogo.

 

Athirson aos 16’, fez boa jogada individual pela meia direita, passou por dois jogadores goianos e atirou com perigo, a bola passou à esquerda de Max.

 

Aos 19’, Domingos derrubou Max Santos. David Ceará cobrou a falta sobre a meta lusa.

 

Aos 20’, Dodô atirou contra o poste esquerdo de Max, no rebote Paulo Sérgio bateu para fora.

 

A Portuguesa marcou seu gol aos 24’. Jogada de Héverton pela direita, onde Malaquias recebeu o cruzamento e tocou para Dodô finalizar sem chances de defesa para Max.

 

Com a expulsão de Max Santos, o Vila Nova recuou e a Portuguesa, mesmo desordenadamente partiu para cima dos goianos.

 

Roni estava visivelmente cansado, assim o Vila Nova não conseguia armar rápidos contra-golpes.

 

Aos 30’, Athirson chutou para boa defesa de Max.

 

Depois foi a vez de Fabinho chutar para Max agarrar.

 

Antes do final do jogo o Vila Nova levou perigo ao arco de Weverton. Roni recebeu a bola dentro da área, girou em cima de Thiago Gomes e finalizou contra o travessão rubro-verde.

 

Com o Vila Nova pregado e recuado. Com a Portuguesa tentando chegar ao empate, a partida foi encerrada com a merecida vitória goiana.

 

Na Lusa:

 

Weverton : Mais uma vez foi o melhor do time. Não fosse suas defesas, a Portuguesa seria goleada em Goiânia. Nota 8,0

 

Paulo Sérgio: Tentou algumas jogadas sem sucesso. Joga melhor quando o time joga no 3 x 5 x 2. Nota 4,0

 

Domingos: Está mal. Cometeu um pênalti não marcado pela arbitragem. Ontem poderia ter sido expulso novamente. Por isso Vadão o substituiu. Nota 3,0

 

Thiago Gomes: Confuso, atrapalhado com a velocidade dos atacantes do Vila Nova. Nota 4,0

 

Athirson: Como lateral esquerdo foi péssimo. Melhorou no segundo tempo quando ficou solto no ataque. Não tem mais condições físicas para ter funções de marcação. Nota 4,0

 

Alceisson: Fraquíssimo. Nota 2,0

 

Marco Antonio: Lento, marcando mal e sem imaginação. Nota 3,0

 

Ademir Sopa: Sacrificado por ter que atuar como zagueiro pela esquerda. Cometeu um pênalti e não foi bem. Nota 4,0

 

Heverton: No primeiro tempo esteve sumido do jogo. Melhorou um pouquinho na etapa final. Nota 3,0

 

Zé Carlos: Só cabeceou uma bola com perigo no primeiro tempo. Depois não fez mais nada. Nota 3,0

 

Dodô: No primeiro tempo foi nulo. Apareceu mais na etapa final. Marcou um gol e perdeu outro. Nota 4,0

 

Malaquias: entrou com disposição. Tentou dar mais velocidade ao time. Esforçado como sempre. Nota 4.0

 

Henrique: Substituiu Acleisson e deu mais qualidade nos passes. Jogou pouco tempo. Nota 4,0

 

Fabinho: Outro que entrou durante o segundo tempo. Deu um pouco de agressividade ao lado esquerdo da Portuguesa. Nota 4,0

 

Vadão: Errou ao iniciar a partida com Athirson na lateral esquerda. O jogador não tem mais condições de marcar. Dessa forma o lado esquerdo defensivo da Portuguesa ficou fragilizado e por ali o Vila Nova canalizou suas principais jogadas de ataque.

 

Precisou colocar o Ademir Sopa como terceiro zagueiro pela esquerda para consertar a bobagem feita com a escalação de Athirson na lateral.

 

Está insistindo com Acleisson e Marco Antonio no meio-campo. Os dois jogadores não estão bem, marcam mal, não jogam com a velocidade e sacrificam o trabalho da linha de defesa que também está batendo cabeça.

 

Acertou ao colocar Malaquias, Henrique e Fabinho no time. Só que poderia ter feito as alterações no intervalo da partida. Nota 3,0

 

FICHA TÉCNICA

 

Vila Nova 2 x 1 Portuguesa

 

Local: Estádio Serra Dourada, em Goiânia-GO
Árbitro: Wallace Nascimento Valente-ES
Auxiliares: Adailson Alves Pereira-ES e Gelson Pimentel Rodrigues-ES
Público: 13.275 pagantes
Renda: R$ 162.394,50
Cartões amarelos: Davi Ceará, Éder Lima e Max Pardalzinho (Vila Nova); Paulo Sérgio, Fabinho (Portuguesa)
Cartão vermelho: Max Pardalzinho (Vila Nova)
Gols: Davi Ceará aos 37'/1T e Roni aos 46'/1T (Vila Nova); Dodô aos 24'/2T (Portuguesa)

 

Vila Nova
Max; Ivan, Leandrão (Gomes), Éder Lima e Jorge Henrique; Juninho, Adilson, Davi Ceará e Éderson (Júnior); Roni e Allan (Max Pardalzinho).
Técnico: Ademir Fonseca

 

Portuguesa
Weverton; Paulo Sérgio, Domingos (Fabinho), Thiago Gomes e Athirson; Acleisson (Henrique), Ademir Sopa, Marco Antônio e Héverton; Zé Carlos (Malaquias) e Dodô.
Técnico: Vadão

 

Depois de perder mais uma vez no campeonato, a Portuguesa volta suas atenções para a partida contra o Figueirense no Canindé.

 

Está na hora da Diretoria de Futebol da Portuguesa tomar algumas providências para tentar buscar uma condição de reação dentro da competição.

 

Não dá mais para continuar desse jeito. O elenco é caríssimo e tem obrigação de dar o retorno que o clube espera e precisa.

 

Ontem, principalmente no primeiro tempo, a Portuguesa foi um time sonolento ( palavras do técnico Vadão na entrevista coletiva depois do jogo). È impossível uma equipe jogar com tamanha apatia, querer subir para a Série A.

 

A disputa da Série B, exige muita luta, aplicação, correria, pegada e acima de tudo vontade de vencer. Quem não tiver esse comportamento não ganha jogo.

 

No futebol de hoje, quem não correr, quem não se empenhar não consegue vitórias.

 

Time acomodado não sai do lugar na tábua de classificação.

 

Ou as coisas mudam pelos lados do Canindé, ou a Portuguesa não mudará para a Série A em 2011. Aliás, um acesso que está cada rodada mais distante.

 

Você se lembra do Moisés?

 

Moisés, zagueiro carioca que foi Campeão pelo Corinthians em 1977, jogou na Portuguesa no final dos anos 70.

 

Embora tivesse uma breve passagem pela Portuguesa, pois ficou alguns meses no Canindé, Moisés foi protagonista de duas situações que o marcaram no clube.

 

A primeira delas, quando viu as dificuldades que a Portuguesa enfrentava com arbitragens e outras coisas, ele disse: Ser Campeão no Vasco, no Flamengo, no Botafogo, no Corinthians é fácil, quero ver o cara ser Campeão aqui na Portuguesa.

 

A outra: Um dia Moisés se contundiu e ficou bom tempo sem jogar. Veio à público e disse que devolveria o salário daquele mês à Portuguesa, pois não tinha jogado.

Um abraço e até a próxima,

 

Antonio Quintal

 

© 2008 Alma Lusa - Todos os Direitos Reservados