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» Antonio Quintal - Comentário sobre a PortuguesaLusa vence o Santo André com o Canindé vazio.
Com o Estádio Dr. Oswaldo Teixeira Duarte praticamente vazio, apenas 608 torcedores presentes, ontem a Portuguesa venceu o Santo André, por 3 a 2, em jogo válido pela vigésima terceira rodada da Série B do Campeonato Brasileiro 2010.
Devido à fraca campanha da equipe, devido ao horário marcado para o início do jogo, além das fortes chuvas que castigaram a cidade no final da tarde, a torcida da Portuguesa teve razões de sobra para não comparecer ao estádio luso. É claro que a “bronca” maior do torcedor luso se refere ao comportamento da equipe nos últimos jogos e a conseqüente queda na tábua de classificação. Há algum tempo que o torcedor rubro-verde vem observando a irregularidade de uma equipe que tem um custo financeiro grande, mas que apresenta um futebol pequeno.
Cansado dessa situação, o torcedor vai se afastando.
A Portuguesa foi para o campo sem Dodô, Luís Ricardo e Glauber que estão contundidos. Além deles, Paulo Sérgio ficou fora por suspensão.
Sem ter uma opção para a lateral direita, o técnico Vadão improvisou Rái para o lugar de Paulo Sérgio.
1º tempo.
A Portuguesa começou a partida de forma ofensiva e com menos de um minuto teve o primeiro escanteio pela direita.
Aos 4’, Zé Carlos sofreu falta na entrada da área. Marco Antonio cobrou a bola tocou na barreira e se perdeu pela linha de fundo.
A primeira boa chance de lusa de marcar aconteceu aos 7’. Fabinho desceu pela direita e cruzou para Héverton, livre na entrada da pequena área, testou à esquerda de Júlio César.
O Santo André mostrava certa desorganização defensiva onde seu lado esquerdo tinha problemas de marcação.
Aos 11’, a Portuguesa atacou pelo meio do ataque, a defesa do Ramalhão rebateu e saiu da área, Héverton recuperou a bola e tocou para Fabrício que estava livre na área do Santo André, o ala luso cochilou e foi desarmado, perdendo ótima oportunidade de marcar.
A superioridade da Portuguesa era nítida e o gol estava próximo.
Aos 12’, ataque da Portuguesa pelo lado direito, Marco Antonio cruzou e Heverton cabeceou para fazer o primeiro gol luso.
Depois de sofrer o gol, o Santo André partiu ao ataque e conseguiu dois escanteios consecutivos pelo lado direito aos 14’.
Gil arriscou um chute de fora da área, aos 18’, e Weverton agarrou sem dificuldades.
A Portuguesa estava melhor. Aos 20’, descida de Fabrício pela esquerda onde entrou na área a finalizou para Douglas desviar para escanteio.
O segundo gol da Portuguesa surgiu aos 25’. Fabinho e Vitor Hugo disputaram a bola dentro da área do Santo André, o zagueiro se atrapalhou e tocou contra as próprias redes. Lusa 2 a 0.
Jogando melhor e com a vantagem de dois gols, estava sendo desenhada uma vitória tranqüila da Portuguesa.
O Santo André começou a forçar o jogo ofensivo pelo lado esquerdo da defesa da Portuguesa. Aos 28’, falta cometida por Acleisson. Aloísio cobrou com efeito a bola passou à direita de Weverton.
Aos 31, o Ramalhão diminiu. Jogada pela direita onde Cicinho cruzou para a cabeçada de Borebí no canto direito luso.
O Santo André se entusiasmou e a Portuguesa voltou a oscilar, permitindo a reação andreense.
Aos 33’, Heverton recebeu a bola livre pela meia-direita e atirou para fora, perdendo grande chance.
O castigo veio aos 37’. Jogada tramada pela meia esquerda, Aloísio viu Xuxa livre de marcação na direita, rolou-lhe a bola, Xuxa recebeu e apenas colocou no canto superior direito de Heverton, sem chance de defesa para o goleiro rubro-verde. Estava empatada a partida.
Com o lado esquerdo de sua defesa vulnerável a Portuguesa ia se complicando no jogo.
Para sorte da Portuguesa, aos 41’, o árbitro Elcio Paschoal Borborema assinalou um pênalti desses que a maioria dos árbitros não marca. Douglas agarrou Domingos na cobrança de escanteio. Héverton cobrou e fez o terceiro da Lusa.
O primeiro tempo terminou com a apertada vantagem parcial que poderia ter sido maior se as oportunidades criadas fossem aproveitadas.
2º tempo
O Santo André voltou melhor e foi mais perigoso durante todo o segundo tempo.
Aos 16’, Anderson Gomes cruzou e Xuxa tocou de cabeça para grande defesa de Weverton.
Dois minutos depois, escanteio cobrado pela esquerda e Vitor Hugo testou a bola que passou raspando o travessão de Weverton.
A Portuguesa não conseguia se articular no ataque e era envolvida pelo Ramalhão.
Aos 22’, Aloísio desceu pela esquerda e bateu cruzado a bola passou tirando tinta do poste esquerdo de Weverton.
Aos 29’, outra boa defesa de Weverton, depois de bom chute de João Henrique.
Aos 30’, a casa lusa esteve por cair. Cicinho estava que estava deslocado pela esquerda chutou forte de dentro da área, a bola carimbou o poste esquerdo de Weverton, o rebote ficou para Makelelê que livre de marcação chutou sobre a meta rubro-verde.
Somente aos 32’, a Portuguesa teve uma real oportunidade de marcar. Boa tabela entre Zé Carlos e Heverton que deixou Zé Carlos na cara do gol. O atacante luso, sozinho, chutou para fora.
Outra ótima chance da Portuguesa ocorreu aos 41’. Depois de boa jogada feita pela esquerda, Zé Carlos recebeu a bola na entrada da pequena área do Santo André, driblou o goleiro e chutou para Douglas salvar em baixo da trave.
No minuto seguinte Weverton praticou notável defesa depois de bom arremate de João Henrique.
Aos 44’, o Santo André teve a chance de empatar quando Richely recebeu grande passe de Xuxa e bateu sobre a meta de Weverton.
Para alívio da torcida da Portuguesa, a partida foi encerrada com a vitória rubro-verde.
Um resultado que não retrata o que foi o jogo.
Na Lusa:
Weverton: Outra boa atuação do goleiro luso. Garantiu o bicho de vitória. Nota 8,0
Rái: Foi bem como lateral direito no primeiro tempo. No segundo tempo jogou como terceiro zagueiro marcando pela esquerda e não comprometeu. Nota 6,0
Domingos: Ontem esteve mais tranqüilo e não foi violento. Nota 5,0
Preto Costa: Jogou meio tempo e foi razoável. Nota 5,0
Fabrício: Não pode jogar como lateral esquerdo. Não sabe marcar. Não está bem. Nota 4,0
Acleisson: Só se preocupou em marcar. Nota 5,0
Marco Antonio – Razoável. Nota 5,0
Athirson: Jogou para o gasto enquanto teve pernas. Nota 5,0
Héverton: Fez dois gols e perdeu outros dois. Deu um passe açucarado para Zé Carlos marcar. Nota 7,0
Zé Carlos: Lutador. Perdeu dois gols incríveis. Nota 4,0
Fabinho: Melhor no primeiro tempo. Na fase final jogou como ala até ser substituído. Nota 6,0
Henrique : Jogou pouco tempo e não apareceu. Sem nota.
Malaquias: Outro que não teve tempo para aparecer. Sem nota
Thiago Gomes: Jogou meio tempo e foi regular. Nota 5,5
Vadão: Não poderia começar no 4 x 4 x 2 com Fabrício na lateral esquerda. Ele não sabe marcar e a defesa ficou fragilizada naquele setor. Enxergou isso e alterou no intervalo.
No restante, fez o que tinha que fazer. Acertou ao colocar Rái na lateral direita.
O técnico não pode ser responsabilizado pelas chances claras que foram perdidas.
Ainda não conseguiu tirar a oscilação de sua equipe. Nota 5,0
Ficha Técnica
Portuguesa 3 x 2 Santo André
Local: Estádio Dr. Oswaldo Teixeira Duarte. Renda R$ 11.360,00 Público: 608 pagantes
Portuguesa
Santo André
Depois de vencer sua décima partida e chegar aos trinta e quatro pontos a Portuguesa volta suas atenções para o jogo de sexta-feira em Bragança Paulista contra o Bragantino.
A Portuguesa precisa somar mais dez vitórias pra chegar ao G4 definitivo. Restam quinze jogos, por isso a situação da Portuguesa continua embaraçada.
Uma coisa é certa, para buscar esses trinta pontos o time luso precisará jogar muito mais futebol do que vem jogando. Precisará ser muito mais competitivo do que foi até aqui. Caso contrário, em 2011 a Série B terá a presença da Portuguesa outra vez.
Voltando no tempo, pois.............Recordar é Preciso.
Em Novembro de 1994, em jogo do Campeonato Brasileiro, a Portuguesa venceu o Palmeiras no Estádio do Canindé por 3 a 1. O técnico da Portuguesa foi Candinho e a Lusa venceu com: Paulo César, Edinan, Jorginho, Ildo e Zé Roberto, Norberto, Simão, Caio e Aritana ( Cosminho), Márcio Griggio ( Tico ) e Paulinho McLaren. Téc. Candinho. Gols: Caio, Paulinho McLaren e Edinan. Bons tempos! Um abraço e até a próxima,
Antonio Quintal
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