» Antonio Quintal - Comentário sobre a Portuguesa

Portuguesa empata com o Coritiba e perde dois pontos em casa.

 

Abrindo a terceira rodada da Série B do Campeonato Brasileiro de 2010, a Portuguesa não passou de um empate, 2 a 2, com Coritiba, ontem no Estádio do Canindé.

 

Depois de iniciar a competição vencendo o Vila Nova em casa, perder em Florianópolis para o Figueirense, a Portuguesa precisava da vitória diante do Coritiba para se reabilitar e subir na tábua de classificação. Porém a equipe rubro-verde não conseguiu dobrar o time coxa-branca e acabou perdendo seus primeiros dois pontos em casa.

 

O técnico Vadão contou com o retorno de Athirson que entrou no lugar de Henrique. Nas demais posições, foram mantidos os mesmos jogadores que começaram a partida contra o Figueira.

 

Por sua vez o Coritiba começou a partida com quatro desfalques. O zagueiro Pereira, o meia Renatinho e os atacantes Rafinha e Marcus Aurélio.

 

1º tempo.

 

As duas equipes iniciaram a partida com a mesma esquematização tática, 3 x 5 x 2.

 

O time paranaense começou melhor, marcando forte e chegando ao campo de ataque.

 

Aos 4’, depois de boa descida de Ângelo pela direita, o Coxa teve a seu favor o primeiro escanteio.

 

Um minuto mais tarde, novo escanteio para o Coritiba.

 

Aos 7’, Triguinho desceu com perigo pelo lado esquerdo.

 

A Portuguesa não conseguia se articular e somente aos 9’, Preto Costa lançou Fabrício, que fez a primeira jogada de fundo pela esquerda.

 

Depois disso a Portuguesa cresceu um pouquinho no jogo e teve três escanteios a seu favor.

 

O jogo era muito disputado onde a marcação coritibana conseguia bloquear as tentativas ofensivas da Portuguesa.

 

Os volantes Leandro Donizete e Marcos Paulo se revezavam na marcação de Athirson que era o único armador da Portuguesa.

 

Tanto Paulo Sérgio como Fabrício recebiam a marcação de Ângelo e Triguinho, com isso a Portuguesa pouco construía pelos lados do campo.

 

Aos 13’ Athirson fez boa jogada individual pela direita mas demorou para cruzar.

 

O Coritiba respondeu com Triguinho que apareceu livre pela esquerda, driblou Paulo Sérgio e chutou para Andrey defender.

 

A única chance de gol da Portuguesa no primeiro tempo aconteceu aos 24’, quando Acleisson cobrou falta com violência, Edson Bastos rebateu a bola que sobrou para Athirson que não conseguiu aproveitar o rebote e perdeu ótima chance de marcar.

 

Aos 30’, Athirson se infiltrou bem pela esquerda, cruzou e Jéci desviou para escanteio.

 

Aos 35’, Ângelo entrou na área pela direita e chutou, Thiago Gomes apareceu e mandou a bola para escanteio. Na cobrança de Dudu, o zagueiro Demerson tocou de cabeça rente ao poste esquerdo de Andrey.

 

Aos 40’, Acleisson cometeu falta na intermediária. Ariel cobrou com violência e colocou a bola no canto esquerdo de Andrey que nem foi para a abola.

 

Héverton aos 42’, se atrapalhou e caiu na hora de tentar arrematar um cruzamento de Fabrício pela esquerda.

 

2º tempo.

 

Para a etapa final, o técnico Vadão promoveu duas alterações na Portuguesa. Tirou Domingos que estava “amarelado” e Luís Carlos que pouco tocou na bola, fazendo entrar Kempes e Malaquias.

 

Com essas mudanças a Portuguesa passou a jogar no 4 x 4 x 2.

 

Com apenas um minuto de bola rolando, o Coritiba levou perigo ao arco de Andrey. Jefferson Luís desceu pela esquerda e chutou cruzado, a bola passou perto do poste esquerdo luso.

 

O time luso melhorou, passou a ser mais rápido e empurrou o Coritiba para seu campo de defesa.

 

Aos 5’, Malaquias sofreu falta pela meia esquerda. Paulo Sérgio cobrou para Kempes desviar de cabeça e colocar a bola no canto direito de Edson Bastos. Era o empate luso.

 

A Portuguesa mostrava progressos em relação ao futebol pobre apresentado no primeiro tempo.

 

Paulo Sérgio aos 14’, fez grande jogada individual e lançou Kempes que estava fora de jogo.

 

Aos 18’, bom chute de Preto Costa que passou perto do poste esquerdo do Coritiba.

 

Do lado coritibano, o técnico Ney Franco mexeu no seu time. Tirou o zagueiro Lucas Mendes e colocou o atacante Bill. Dessa forma passou a jogar no 4 x 4 x 2.

 

Aos 25’, a Portuguesa chegou ao segundo gol. Athirson fêz excelente jogada pela esquerda e lançou Fabrício. O ala foi à linha de fundo e cruzou para a Kempes que tocou de cabeça no canto direito paranaense. A Portuguesa conseguia virar o placar.

 

Depois de sofrer o gol o Coritiba passou a atacar com mais freqüência e o jogo ficou aberto.

 

O Coritiba empatou aos 30’ com Enrico. O jovem meia recebeu a bola, desceu pela esquerda e de dentro da área bateu cruzado no canto esquerdo de Andrey.

 

A Portuguesa quase fez o terceiro aos 36’. Solada do zagueiro Demerson em Fabrício do lado esquerdo do ataque luso. Paulo Sérgio cobrou a falta com muito veneno, a bola passou tirando tinta do poste esquerdo de Edson Bastos.

 

Uma ótima chance de marcar o terceiro gol aconteceu aos 43’, quando a Portuguesa armou um contra-ataque com Kempes. O atacante luso desceu livre pela meia esquerda, mas não teve velocidade e foi desarmado por Demerson.

 

Aos 47’ Héverton deu um chapéu em Triguinho, entrou na área e procurou Kempes que não alcançou a bola. Outra chance perdida.

 

No ultimo lance do jogo, Ariel recebeu a bola na entrada da área da Portuguesa, dominou, girou e chutou rente ao poste direito de Andrey que estava vendido na jogada.

 

O jogo terminou com o empate por dois gols. Resultado me pareceu justo pelo que fizeram as duas equipes.

 

Na Lusa:

 

Andrey: Falhou nos dois gols do Coritiba. No primeiro, ficou atrás da barreira. No segundo me pareceu estático. Não mostra segurança para ser titular da meta lusa.

 

Domingos: Fazia uma apresentação razoável, recebeu cartão amarelo e depois foi substituído por opção tática do Vadão.

 

Thiago Gomes: Regular. Ontem não deu sorte no jogo aéreo ofensivo.

 

Preto Costa: Jogou o arroz com feijão de sempre. Ontem não quis saber se sair jogando.

 

Paulo Sérgio: Primeiro tempo teve problemas para marcar Triguinho. Na etapa final melhorou no apoio e se atrapalhou na marcação de Dudu e Enrico.

 

Fabrício: Apoiou pouco no primeiro tempo. Na etapa final cresceu com o time.

 

Acleisson: Lutador e limitado como sempre. Ontem foi menos violento.

 

Marcos Paulo: Se preocupou em ajudar na marcação. Teve dificuldades com a bola nos pés. Outro que melhorou no segundo tempo.

 

Athirson: Foi um dos melhores da equipe. No primeiro tempo fez duas boas jogadas e perdeu um gol incrível. Na fase final esteve bem, cansou e saiu.

 

Héverton: Depois de um fraco primeiro tempo melhorou no segundo, mas não foi o jogador de outras partidas.

 

Luís Carlos: Fraquíssimo. Quase não pegou na bola. Saiu no intervalo.

 

Malaquias: Entrou bem no jogo. Posicionado pela esquerda deu vida nova ao ataque. Colocou a velocidade que faltava ao time.

 

Kempes: Viveu noite de artilheiro ao marcar dois gols de cabeça. Perdeu outra duas oportunidades.

 

Ademir Sopa: Jogou pouco tempo mas mostrou que poderá ser titular da equipe.

 

Vadão: Foi muito bem nas alterações promovidas. Enxergou que seu time precisava de velocidade, não hesitou em tirar um zagueiro para mudar a postura tática da equipe.

 

A entrada de Kempes no lugar de Luís Carlos deu mais mobilidade ao ataque. Quando viu Athirson cansado o tirou da equipe e colocou Ademir Sopa.

 

FICHA TÉCNICA

 

Portuguesa 2 x 2 Coritiba

 

Local: Estádio Dr. Oswaldo Teixeira Duarte.
Renda: R$ 28.050,00
Público: 1.265 pagantes
Árbitro: Alício Pena Junior-MG
Cartões amarelos: Acleisson, Domingos (Portuguesa); Ângelo, Jefferson, Leandro Donizete, Triguinho, Enrico e Marcos Paulo (Coritiba).
Gols: Ariel, aos 40’/1T e Kempes aos 6 e aos 25 /2T.

 

Portuguesa
Andrey; Domingos (Malaquias), Thiago Gomes e Preto Costa; Paulo Sérgio, Acleisson, Marcos Paulo, Athirson (Ademir Sopa) e Fábrício; Héverton e Luiz Carlos (Kempes). Técnico: Vadão.

 

Coritiba
Edson Bastos; Démerson, Jeci e Lucas Mendes (Bill); Ângelo (Fabinho Capixaba), Leandro Donizete, Marcos Paulo, Dudu e Triguinho; Jefferson Luís (Enrico) e Ariel. Técnico: Ney Franco.

 

Depois de disputar nove pontos e somar quatro a Portuguesa volta suas atenções para o jogo contra o Santo André na próxima terça-feira.

 

A Portuguesa precisa buscar a vitória fora de casa para recuperar os dois pontos perdidos ontem.

 

Começa o campeonato com a Portuguesa não fazendo a lição de casa como se deve.

 

Para quem fala em subir, esses pontinhos perdidos no Canindé poderão ser a maior barreira na briga pelo acesso.

 

O aproveitamento luso precisará melhorar bastante para a equipe reunir condições de lutar por um lugar no G4.

 

A Diretoria avisa que novos reforços chegarão ao Canindé depois da Copa do Mundo.

 

Você se lembra dele?

 

Wilson Carrasco, grande meia que a Portuguesa foi buscar em Araraquara em 1978.

 

Jogador que despontou muito bem na Ferroviária.

 

Carrasco chegou ao Canindé em Setembro de 1978 e lá ficou até 1982.

 

Meia de muita habilidade, criativo, de excelente bola parada. Cobrava faltas com muita categoria.

 

Os dois primeiros gols de Carrasco com a camisa lusa foram marcados na cidade de Jaú, onde a Portuguesa perdeu por 4 a 3 para o XV de Jaú. Nesse tempo o técnico luso foi Urubatão.

 

Carrasco marcou os dois gols na vitória rubro-verde contra o Guarani no Canindé ainda 1978 em jogo do Campeonato Paulista.

 

Carrasco jogou na estréia do técnico Oswaldo Brandão, quando a Portuguesa venceu o Palmeiras por 2 a 1 no Pacaembu ( de virada ). Na tarde daquele domingo a Lusa jogou com: Moacir, Beto Lima, Pradera, Arouca e Nelsinho, Daniel Gonzales, Elói, Camargo ( Carrasco ) e Esquerdinha, Tatá e Enéas. Gols de Tatá e Enéas.

 

Em Janeiro de 1979, Carrasco marcou o terceiro gol luso na vitória de 3 a 0 sobre o América em Rio Preto.

 

Na metade de 1979, Carrasco jogou no time dos “ botina amarela “ montado pelo técnico João Avellino. Hélio; Quaresma; Bosco; Bolívar; Toninho; Wilson Carrasco; Paranhos; Luciano; Zair; Caio; Jorge Luís, Faísca, Cacá, Rui Lima e outros.

 

Em 1981 em jogo contra o Grêmio disputado no Canindé, Carrasco marcou o gol da vitória lusa em cima do goleiro Leão. Aliás, o Grêmio foi o Campeão Brasileiro em 81.

 

Uma noite de quarta-feira que se tornou festiva no estádio rubro-verde. A casa rubro-verde recebeu 14.921 torcedores que viram Wilson Carrasco e seus companheiros jogarem muita bola para vencerem o tricolor gaúcho que era treinado por Ênnio Andrade. A Portuguesa jogou com Everton, Alves, Duílio, Daniel Gonzalez e Fantick, Zé Mário, Gerson Sodré, Wilson Carrasco e Pita, Moisés e Beca. Entrando ainda Mário Reis ( um atacante da base que depois foi para Portugal), o técnico foi Mário Travaglini.

 

Em 1982 deixou a Portuguesa.

Um abraço e até a próxima,

 

Antonio Quintal

 

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