» Antonio Quintal - Comentário sobre a Portuguesa

Mais uma derrota da Portuguesa no Canindé.

 

Ontem, pela terceira vez consecutiva, a Portuguesa foi derrotada dentro do Canindé. O Sport também se aproveitou da fragilidade lusa e venceu por 2 a 1, em jogo da ultima rodada do primeiro turno da Série B do Campeonato Brasileiro 2010.

 

Na Portuguesa, os contundidos Ademir Sopa, Athirson, Glauber e Preto Costa, mais uma vez ficaram de fora. Voltaram ao time Dodô, Domingos e Acleisson.

 

A Portuguesa começou jogando com três zagueiros, Domingos, Thiago Gomes e Maurício. Paulo Sérgio e Fabrício como alas, Acleisson e Marco Antonio no meio campo ao lado de Héverton, enquanto Dodô e Zé Carlos começaram como atacantes.

 

1º tempo.

 

O primeiro tempo foi de baixo nível técnico, com as duas equipes evidenciando muitas dificuldades para armar as jogadas de ataque.

 

Nos primeiros vinte minutos, o Sport foi ligeiramente melhor, mais organizado e tocando a bola com muita consciência.

 

Apesar disso, a primeira chance de marcar foi da Portuguesa. Aos 5’, Paulo Sérgio cruzou da direita e Zé Carlos cabeceou fraco, Magrão defendeu.

 

Aos 13’ Domingos rebateu mal, a bola caiu nos pés de Dutra que serviu Ciro, o atacante pernambucano recebeu de costas para o gol, girou rápido e chutou para grande defesa de Weverton. Foi a primeira e única oportunidade do Sport na fase inicial.

 

Mesmo errando passes e encontrando problemas para chegar ao ataque, a Portuguesa teve uma boa chance de marcar aos 30’. Marco Antonio lançou Dodô nas costas dos zagueiros do Sport, Dodô entrou livre pela meia esquerda e chutou contra o corpo de Magrão que desviou para escanteio.

 

Depois desse lance a Portuguesa cresceu na partida. Aos 38’ surgiu o gol rubro-verde.

 

Escanteio cobrado pela direita, a zaga do Sport rebateu, Acleisson pegou o rebote, lançou Fabrício que desceu pelo lado esquerdo e cruzou para a cabeçada certeira de Thiago Gomes.

 

Com a vantagem a Portuguesa viu encerrar a primeira parte do jogo.

 

2º tempo.

 

Para a etapa final o Sport voltou alterado. O técnico Geninho tirou o zagueiro Montoya e colocou o meia Fabrício. Assim o time pernambucano passou a jogar com dois zagueiros. Além disso, o técnico posicionou Marcelinho Paraíba no lado direito do ataque rubro-negro. As modificações surtiram efeito positivo, a equipe de Recife cresceu em campo e passou a tomar conta do jogo.

 

Por sua vez, a Portuguesa, passivamente, assistia o crescimento e o domínio do Sport.

 

Logo no primeiro minuto, Wilson desceu pela direita e cruzou rasteiro para o toque de “letra “ de Ciro, par sorte lusa, a bola passou raspando o poste direito de Weverton.

 

Aos 9’, tiro forte de Renato e grande defesa de Weverton que desviou para escanteio. Na cobrança pelo alto, Tobi tocou de cabeça rente ao travessão luso.

 

O Sport continuava melhor e o gol de empate era uma questão de tempo.

A Portuguesa era envolvida com facilidade. O lado esquerdo da defesa lusa não conseguia segurar as investidas pernambucanas. Acleisson, Fabrício e Maurício marcavam mal. Inteligentemente o Sport forçava o jogo naquele setor. O técnico Vadão deveria ter tomado uma providência para tentar acabar com a festa rubro-negra.

 

Aos 14’ o Sport empatou o jogo. Ciro aproveitando uma jogada feita pela direta tocou para o fundo da meta lusa.

 

A Portuguesa inexistia em termos ofensivos. O segundo gol do Sport estava próximo.

 

Aos 23’, aconteceu o gol da vitória pernambucana. Daniel Paulista atirou forte de fora da área, a bola carimbou o travessão de Weverton e sobrou para Wilson que finalizou com sucesso.

 

Depois que a casa tinha caído, o técnico Vadão resolveu mexer no seu time.

 

Durante o segundo tempo, a Portuguesa não conseguiu criar chances de gol. Apenas duas cobranças de falta, feitas por Paulo Sérgio levaram um pouco de perigo ao arco de Magrão.

 

O jogo terminou com a justa vitória do Sport. Mais uma vez a Portuguesa naufragou diante de sua torcida.

 

Na Lusa:

 

Weverton: Boa partida. Não pode ser responsabilizado pela derrota. Nota 6,0.

 

Domingos: Está mal. Nota 4,0

 

Thiago Gomes: Mesmo lento, ainda foi o melhor zagueiro da Portuguesa. De quebra, marcou o gol luso. Não mereceu sair. Nota 6,0

 

Maurício: Fraco. Jogador não tem condições de ser titular da Lusa. Nota 3,0

 

Paulo Sérgio: Longe de ser o ala que atuou antes da Copa do Mundo. Nota 4,0

 

Fabrício: Outro que está devendo. Nota 4,0

 

Acleisson: Fraquíssimo. Marca mal, passa errado e finaliza pior ainda. Nota 2,0

 

Marco Antonio: Lento, marcando à distância. Não consegue dar velocidade ao tiem. Nota 4,0

 

Héverton: Sumiu o futebol de Héverton. Nota 3,0

 

Dodô: Figura caricata no ataque luso. Parado, sem movimentação, não conseguiu fazer uma jogada boa. Perdeu uma enorme chance de marcar. Não fez nada. Aliás, não pode continuar como titular. Nota 1,0

 

Zé Carlos: Fraca atuação. Aceitou com passividade a marcação pernambucana. Nota 3,0

Malaquias: Nota 3,0 pelo esforço e mais nada.

 

Fabinho: Entrou numa fira. Não poderia ter sido pior o momento para estrear. Não tem culpa de nada. Sem nota.

 

Luís Ricardo: Outro que entrou, ciscou e nada fez. Nota 2,0

 

Vadão: Ontem dormiu no ponto. Não enxergou que o Sport deitou e rolou pelo lado esquerdo da defesa lusa. Deveria fazer uma alteração tática e técnica no seu time para bloquear o lado direito pernambucano.

 

Deveria ter deixado Dodô no banco de reservas. Ele não está jogando nada e não pode continuar como titular.

 

Está na hora de rever os volantes da Portuguesa. Acleisson não tem justificado sua condição de titular.

 

Errou ao tirar Thiago Gomes e deixar Maurício na defesa.

 

Vadão me parece sem força para se impor e exigir de seus jogadores, uma resposta positiva depois de uma seqüência de seis jogos sem vencer.

 

Há muita gente acomodada no time da Portuguesa.

 

Fabrício, Héverton, Marco Antonio, Dodô, Luís Ricardo, parecem viver no mundo da lua. Jogadores que não estão mostrando a pegada que a Série B exige.

 

Não será com esse espírito de luta que a Portuguesa conseguirá subir. Só tocar a bola, só a técnica, não resolvem na Série B.

 

Ficha Técnica

 

Portuguesa 1 x 2 Sport

 

Local: Estádio Dr. Oswaldo Teixeira Duarte
Árbitro: João Batista de Arruda-RJ
Assistentes: Marcia B. Lopes Caetano-RO (Fifa) e Ediney Guerreiro Mascarenhas-RJ
Cartões Amarelos: Acleisson e Fabrício (Portuguesa); Montoya e Daniel Paulista (Sport)
Gols: Thiago Gomes aos 38’/1T (Portuguesa); Ciro aos 14’/2T e Wilson aos 23’/2T (Sport)

 

Portuguesa
Weverton; Domingos, Thiago Gomes (Malaquias) e Maurício; Paulo Sergio, Acleisson, Marco Antonio (Fabinho), Héverton e Fabrício; Zé Carlos e Dodô (Luís Ricardo).
Técnico: Oswaldo Alvarez.

 

Sport

Magrão; Renato, Montoya (Fabrício), César e Dutra; Daniel Paulista, Germano, Tobi e Marcelinho Paraíba (Igor); Wilson e Ciro (Zé Antônio).
Técnico: Geninho.

 

Depois de perder do Sport e encerrar sua participação no primeiro turno da Série B com apenas 28 pontos ganhos, a Portuguesa se complicou de vez no campeonato e dificilmente conseguirá o acesso.

 

Só mesmo uma campanha das mais efetivas no returno, poderá levar a Portuguesa à Série A em 2011.

 

A Portuguesa jogará dez partidas como visitante e terá que buscar cinco a seis vitórias fora de casa. Além disso, precisará de seis vitórias dentro do Canindé, nos nove jogos que fará diante de seus torcedores.

 

Resumidamente a Portuguesa necessitará de doze vitórias em dezenove jogos. Sinceramente, com esse futebolzinho que o time vem jogando, não vejo a Portuguesa com chances de subir.

 

Há de se lamentar também, que as viúvas do Benazzi, já estão de plantão no Canindé. Tem gente que está de brincadeira ao falar na volta do técnico à Portuguesa. Essas pessoas não perceberam que o tempo dele na Lusa, já passou.

 

Voltando no tempo, pois....................Recordar é Preciso.

 

Em Julho de 1977 no Estádio do Morumbi a Portuguesa venceu o Corinthians por 1 a 0 gol de Enéas, jogo válido pelo Campeonato Paulista. Jogo que contou com 51.572 pagantes. A Portuguesa jogou com: Moacir, Marinho (Alexandre Pimenta), Mendes, Calegari e Isidoro, Badeco, Eudes e Antônio Carlos; Enéas, Tatá, Alcino (Valtinho). O técnico foi Urubatão.

 

Moacir foi um goleiro que a Portuguesa contratou da Ponte Preta.

 

Marinho, lateral direito negro que batia forte na bola e veio da Ferroviária.

 

Mendes, zagueiro revelado no Corinthians , que jogou também no Cruzeiro e no Remo.

 

Alexandre Pimenta, zagueiro que veio da Internacional.

 

Calegari, quarto-zagueiro contratado ao Botafogo de Ribeirão Preto.

 

Isidoro, irmão de Mendes, jogador revelado na Portuguesa.

 

Badeco, surgiu no futebol catarinense, foi contratado pelo Corinthians, se transferiu para o América RJ onde se tornou um líder. A Portuguesa o contratou por indicação do Professor Otto Glória.

 

Eudes, jogador revelado na base da Portuguesa, descoberta do inesquecível Julinho Botelho.

 

Antonio Carlos, ponteiro direito que jogava recuado ajudando o meio-campo. Jogador indicado por Otto Glória que a Lusa foi buscar no América do Rio de Janeiro.

 

Enéas, um dos maiores jogadores da história da Portuguesa, revelado nas categorias inferiores do clube. Época que a Portuguesa revelava gente boa de bola.

 

Alcino, centro-avante que a Portuguesa trouxe do Grêmio RS, jogou ambém no Remo onde se tornou artilheiro.

 

Tatá – artilheiro luso, voluntarioso que a Lusa foi buscar em Londrina.

 

Para esquecer o momento, só mesmo lembrando o passado. Fazer o que?

Um abraço e até a próxima,

 

Antonio Quintal

 

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