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» Antonio Quintal - Comentário sobre a PortuguesaHoje o Banquete é da Portuguesa, ontem a festa foi da Ponte Preta.
Hoje a Assosicação Portuguesa de Desportos promove o banquete comemorativo aos noventa anos do clube, mas ontem, quem fez a festa no Canindé foi a Ponte Preta que venceu a Lusa por 1 a 0 em jogo válido pela décima quinta rodada da Série B do Campeonato Brasileiro de 2010.
Os campineiros puseram água no vinho luso.
Depois de ver seu time disputar sete jogos em casa e vencer seis deles, a torcida da Portuguesa acreditava ver sua equipe vencendo mais uma dentro de casa.
Por sua vez a Ponte Preta melhorou muito depois da Copa do Mundo e se mantém invicta nesse período.
Sem poder conta com Fabrício ( suspenso ) e com Preto Costa ( lesionado ), o técnico Vadão escalou Romano na lateral esquerda e fez entrar Athirson na meia ao lado de Héverton. Assim montou a Portuguesa n 4 x 4 x 2.
1º tempo
A bola rolou e a Portuguesa mostrou força ofensiva e se manteve melhor na primeira meia hora de jogo.
Logo aos 5’, Paulo Sérgio cruzou da direita e Dodô, que estava na entrada da pequena área, chutou sobre o travessão de Eduardo Martini. Excelente chance perdida.
Portuguesa continuou melhor mais envolvente, as jogadas de ataque eram feitas com freqüência.
Outra grande oportunidade de marcar foi desperdiçada por Kempes. Ademir Sopa bateu forte de fora da área, Martini rebateu e Kempes que entrava na corrida finalizou sobre a meta da Ponte.
Além dessa situações claras de gol, a Portuguesa ainda teve outros bons lances para marcar.
Por sua vez a Ponte Preta não molestava o goleiro Weverton.
Depois dos trinta minutos o panorama do jogo começou a mudar. A Ponte Preta adiantou seus dois meias, passou a movimentar mais o atacante Reis e contou com a subida do lateral Gerson. Por seu turno a Portuguesa começou a ter problemas para marcar Ivo, Reis e Pirão que cresceu na partida.
Aos 32’, Leandro Silva testou firme no canto esquerdo de Weverton que fez boa defesa.
A Ponte aumentava seu volume ofensivo e aos 35’ Ivo cruzou da direita, Domingos cochilou e Souza quase marca de cabeça.
No minuto seguinte, Domingos empurrou William na área lusa. Pênalti que a arbitragem não marcou.
Antes do final do primeiro tempo, Reis desceu pela direita e bateu cruzado rente ao poste direito luso.
A primeira fase terminou com a Ponte Preta jogando melhor.
2º tempo.
A Ponte voltou do mesmo jeito e a Portuguesa piorou no seu rendimento.
Aos 6’, a história do jogo começou a ser definida. Bola esticada ao campo de ataque da Ponte, Romano falhou, William entrou livre pela esquerda para marcar o gol campineiro.
Depois disso a desorganizada Portuguesa não conseguiu reagir e ameaçar a vitória da Ponte Preta.
Aos 17’, Domingos derrubou Reis dentro da área lusa. Pênalti apontado por Rodrigo Braguetto que Ivo cobrou e Weverton defendeu.
A torcida lusa imaginou que depois disso a Portuguesa reagisse e mudar o placar.
Isso não aconteceu. Os lusos continuaram errando muitos passes e não chegavam ao ataque.
Enquanto isso a Ponte Preta continuou organizada e perigosa nos contra-ataques.
A partida caminhou para seu final sem que a Portuguesa tivesse criado a jogada para o gol de empate. Aliás, no segundo tempo a Portuguesa só teve um chute que levou algum perigo ao arco de Martini. Aos 35’, Malaquias atirou da entrada da área e a bola passou raspando o poste direito campineiro.
Na verdade, a Ponte esteve muito mais próxima de marcar o segundo gol do que a Portuguesa de chegar a igualdade.
O jogo foi encerrado com a merecida vitória dos interioranos.
A Ponte contou com a presença de um bom número de torcedores que fizeram uma festa durante e depois da partida.
Enquanto isso a torcida lusa, mais uma vez viu seu time negar fogo dentro de casa.
Na Lusa:
Weverton: Boa atuação. Pegou um penalti. Nota 7,0
Paulo Sérgio: Razoável no primeiro tempo. Na fase final cansou de errar passes e cruzamentos. Nota 4,0
Domingos: Cometeu dois penaltis e foi mal. Nota 3,0
Thiago Gomes: Regular. 5,0
Romano: Razoável no primeiro tempo. Entregou o ouro no gol da Ponte. Nota 3,0
Acleisson: Lutou muito e jogou pouco. 4,0
Ademir Sopa: atuação regular. Nota 5,0
Athirson: Lento, sem inspiração e com pouca condição física. No começo da partida ainda fez algumas boas jogadas, depois se afundou. Nota 3,0
Héverton: Mais uma vez não esteve bem. Nota 3,0
Kempes: O mesmo de sempre. Correndo muito, produzindo pouco e finalizando mal. Nota 2,0
Dodô: Perdeu um gol que não pode perder. Sem mobilidade, foi facilmente marcado pelos zagueiros da Ponte.
Malaquias: Entrou no segundo tempo. Mostrou esforço e só. Nota 3,0
Luis Ricardo: Outro que entrou na fase final e não fez nada. Nota 2,0
Marco Antonio: Também entrou no segundo tempo e não conseguiu ajudar a Portuguesa a reagir. Vinha de contusão, muito tempo parado e sem ritmo de jogo. Sem nota.
Vadão: Errou quando promoveu as alterações no time. Héverton, Athirson e Dodô não estavam jogando nada. Tanto Athirson como Dodô, estavam lentos e não conseguiam articular o ataque rubro-verde.
Acertou quando tirou Domingos, o zagueiro luso já havia recebido cartão amarelo, estava nervoso e poderia ser expulso a qualquer momento.
Não enxergou que a Ponte jogou com o volante Gerson improvisado na lateral direita. Deveria orientar seus jogadores para forçarem as jogadas de ataque naquele setor.
As descidas pelo lado esquerdo do ataque luso foram raras, uma ou duas. O lado direito foi o mais acionado, Paulo Sergio errou a maioria dos passes e não conseguiu fazer uma jogada de fundo.
Depois de perder seus dois últimos jogos e não marcar nenhum gol, Vadão precisa verificar o que há de errado no time luso. O que há com Héverton? Porque caiu tanto de produção? A mesma coisa pode-se dizer de Paulo Sérgio.
Se quiser vencer em Brasília, Vadão terá que reorganizar sua equipe e definir um esquema tático para a disputa dos jogos restantes. Esse negócio de cada dia jogar de uma maneira, parece estar prejudicando o rendimento da equipe.
FICHA TÉCNICA
Portuguesa 0 x 1 Ponte Preta
Local: Estádio Dr. Oswaldo Teixeira Duarte.
Portuguesa
Ponte Preta
Depois de perder mais uma no campeonato, a Portuguesa agora se preocupa com o Brasiliense, adversário da próxima terça-feira em Brasília. Não tem choro nem vela, só a vitória no Distrito Federal, poderá fazer com que a Portuguesa recupere os pontos perdidos ontem para continuar na briga pelo acesso.
Time que fala em subir tem que reagir rápido. Por isso vencer em Brasília é fundamental para o futuro rubro-verde na prova.
A Portuguesa não pode ser engolida pela “Boca do Jacaré”.
Você lembra desse jogo?
Em Setembro de 1998 a Portuguesa, de virada, goleou o Botafogo RJ no Estádio do Canindé por 5 a 2. Uma tarde que entrou para a história rubro-verde. O atacante Leandro Amaral foi o grande destaque do jogo quando marcou três gols. Evandro e Alexandre também marcaram. O árbitro foi Sidrack Marinho dos Santos e a Portuguesa venceu com: Fabiano, César, Émerson, Marcelo Miguel (Alexandre), Alexandre Chagas, Simão (Ricardo Lopes), Carlinhos, Evandro e Augusto, Leandro Amaral e Evair. O técnico foi Candinho.
Um abraço e até a próxima,
Antonio Quintal
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