» Antonio Quintal - Comentário sobre a Portuguesa

Portuguesa empata em Brasília e se aproxima do G4.

 

Em jogo inserido na décima sexta rodada da Séria B do Campeonato Brasileiro, a Portuguesa ficou no empate por um gol contra o Brasiliense, ontem à noite na Boca do Jacaré, Distrito Federal.

 

A Portuguesa foi à Brasília com uma série de desfalques. Domingos e Paulo Sérgio suspensos, Glauber, Athirson e Preto Costa lesionados. Dessa forma o técnico Vadão foi obrigado a improvisar a equipe lusa para enfrentar o Brasiliense.

 

Luís Ricardo apareceu como lateral direito, Romano foi mantido na lateral esquerda, Thiago Gomes e Maurício foram os zagueiros de área, Acleisson, Marco Antonio, Ademir Sopa e Fabrício no setor de meio campo, Héverton e Dodô no ataque.

 

Vadão inicialmente pensou em posicionar a Portuguesa no 3 x 5 x 2 com Ademir Sopa fazendo a função de terceiro zagueiro pelo lado esquerdo. Como o Brasiliense veio no 3 x 6 x 1 com Aloísio sendo o único atacante, Vadão, corretamente, armou o time no 4 x 4 x 2, pois não havia a necessidade de jogar com três zagueiros marcando Aloísio.

 

1º tempo.

 

O primeiro tempo foi de baixa qualidade técnica, com as duas equipes emboladas no setor intermediário, com enormes dificuldades de criação. No setor de meio campo ficavam oito jogadores brigando pela posse de bola e não havia a lucidez necessária para a armação das jogadas de ataque.

 

Os goleiros pouco participavam da partida.

 

Aos 18’, o Brasiliense desceu pela direita, Ferrugem recebeu livre dentro da área e chutou torto, sem perigo para Weverton.

 

A Portuguesa teve duas jogadas pela direita, a primeira com Luís Ricardo a outra com Héverton, mas sem propiciar a chance de gol.

 

Aos 40’, contra-ataque da Portuguesa, Marco Antonio passou para Dodô que serviu Fabrício que da entrada da área chutou forte com a bola raspando o poste direito de Eduardo. Foi a única oportunidade de marcar que teve a Portuguesa na primeira fase.

 

O Brasiliense marcou seu gol aos 45’. Ferrugem recebeu a bola na intermediária lusa, rolou para Iranildo que desceu em diagonal para o lado esquerdo, passou fácil por Maurício e tocou para o fundo da meta de Weverton.

 

O Brasiliense foi mais feliz, soube aproveitar a oportunidade isolada que teve.

 

2º tempo.

 

Para a etapa final a Portuguesa voltou alterada. Vadão tirou Romano e fez entrar o Zé Carlos. Com a entrada do atacante Vadão mudou a forma do time luso jogar. Tirou Fabrício do meio-campo e o colocou na ala esquerda. Além disso recuou Héverton como meia atacante e deixou Dodô e Zé Carlos na frente.

 

A Portuguesa não apresentou melhora e continuou com dificuldade de trabalhar a bola ofensiva com qualidade.

 

Aos 6’, Dodô foi derrubado na entrada da área do Brasiliense. Acleisson cobrou a falta e carimbou o poste direito do goleiro Eduardo.

 

O time rubro-verde embolava o jogo e facilitava a marcação da defesa candanga.

 

Aos 23’ e a0s 24’ o Brasiliense esteve próximo de marcar o segundo gol. Na primeira vez Maocri tocou de cabeça no canto direito de Weverton que praticou grande defesa.

 

Na segunda Rui chutou mal de dentro da área.

 

Vadão sacou Acleisson e colocou Malaquias aberto pelo lado direito do ataque. A partir dessa troca o panorama do jogo começou a mudar. A Portuguesa cresceu e começou a trabalhar melhor as jogadas ofensivas. O corredor direito passou a ser o caminho para o empate.

 

Aos 32’, surgiu o gol de empate da Portuguesa. Depois de boa triangulação entre Malaquias e Marco Antonio pela direita, Malaquias foi à linha de fundo e rolou para Dodô que bateu no canto direito de Eduardo.

 

Depois de empatar a Portuguesa tomou conta da situação, sempre tendo em Malaquias boa opção para atacar.

 

Aos 36’, Malaquias cruzou, Michel furou, Dodô tocou para Héverton que fuzilou sobre a meta de Eduardo.

 

Aos 40’, bom cruzamento de Malaquias que a zaga cortou.

 

O Brasiliense parecia cansado e pouco atacava.

 

Aos 45’, Fabrício fez boa jogada individual pela esquerda e cruzou, a zaga contrária rebateu e Dodô de pé esquerdo chutou para fora.

 

Aos 47’, Marco Antonio cobrou falta no canto direito de Eduardo que desviou para escanteio.

 

Em seguida a partida foi encerrada com a igualdade em um gol.

 

O jogo foi fraco no aspecto técnico, com as duas equipes mostrando muita limitação na organização das jogadas de ataque. Jogo de poucas oportunidades de gol, onde os goleiros não tiveram muito trabalho.

 

Na Lusa:

 

Weverton –  Não foi muito exigido. Não teve culpa no gol sofrido. Nota 6,0

 

Luís Ricardo – Mesmo improvisado não comprometeu. Nota 5,5

 

Maurício –  Foi levado por Iranildo no gol do Brasiliense. Regular. Nota 5,0

 

Thiago Gomes –  O melhor da defesa. Boa atuação. Nota 6,0

 

Romano –  Teve problemas para marcar e não apoiou. Mereceu sair. Nota 4,0

 

Acleisson –  Tentou marcar e ajudar o ataque. Teve duas finalizações tortas e uma acertou o poste direito de Eduardo. Recebeu amarelo e foi substituído. Nota 5,0

 

Marco Antonio –  Ainda está sem ritmo de jogo. Nota 5,5

 

Ademir Sopa –  Discreto. Se contundiu e deixou o campo., Nota 5,0

 

Fabrício-  No primeiro tempo atuou na meia e nos seus pés a Portuguesa teve a única boa jogada de ataque com chance de marcar. Na etapa final jogou como ala e tentou algumas jogadas de fundo. Nota 6,5

 

Héverton-  Outra partida que Héverton ficou devendo. Melhorou um pouco na segunda etapa. Chutou apenas uma bola contra a meta do Brasiliense. Nota 5,0

 

Dodô- Não teve uma grande atuação, mas foi decisivo no gol de empate. Nota 6,0

 

Marcos Paulo- Foi bem na marcação. Nota 6,0

 

Malaquias- Entrou na metade do segundo tempo e mudou a cara do jogo. Suas arrancadas pela direita deram força à Portuguesa para buscar o empate. Foi peça importante no crescimento do time nos últimos vinte minutos de jogo. Nota 7,5

 

Zé Carlos –  Voltou com disposição e chamou à marcação dos zagueiros do Brasiliense. Nota 5,5

 

Vadão – Sem quatro titulares foi obrigado a improvisar Luís Ricardo na lateral direita. Acertou ao colocar Malaquias e Zé Carlos no ataque. A entrada de Malaquias foi fundamental para o crescimento da Portuguesa.

 

Foi obrigado a tirar Ademir Sopa ( contusão ), deu sorte, Marcos Paulo entrou bem no jogo e ajudou na marcação.  Nota 7,0

 

Ficha Técnica

 

Brasiliense 1 x 1 Portuguesa

 

Local: Estádio Serejão, em Taguatinga-DF
Público: 1. 969 pagantes
Renda: R$ 5.534,00
Árbitro: Cláudio Francisco Lima e Silva (SE)
Auxiliares: Edmo Oliveira Santos e João Carlos de Jesus Santos (SE) Cartões amarelos:
Cartões amarelos: Moacri, Dezinho (Brasiliense); Romano, Acleisson, Mauricio (Portuguesa)
Gols: Iranildo, aos 45’/T (Brasiliense); Dodo, aos 32’/2T (Portuguesa)

 

Brasiliense
Eduardo; Thiaguinho, Deda, Dezinho e Jonathan; Ferrugem (Djavan), Moacri, Michel Schmoler, Ruy e Iranildo (Acosta): Aloísio Chulapa (Alisson)
Técnico: Roberval Davino

 

Portuguesa
Weverton; Romano (Zé Carlos), Mauricio e Thiago Gomes; Luis Ricardo, Acleisson (Malaquias), Ademir Sopa (Marcos Paulo), Marco Antonio e Fabrício; Heverton e Dodo
Técnico: Vadão

 

Depois do empate de ontem a Portuguesa subiu ao quinto lugar com 27 pontos. No próximo sábado a Portuguesa enfrenta o Bahia no Estádio do Canindé, nochamado jogo de seis pontos.

 

A Portuguesa precisa voltar a vencer em casa para tentar chegar ao G4 novamente.

 

Restando três jogos ( Bahia, Ipatinga e Sport ) para terminar sua participação no primeiro turno, a Portuguesa tem absoluta necessidade de conquistar a vitória diante do Bahia.

 

Você lembra desse jogo?

 

Em Setembro de 1995 a Portuguesa venceu o Bahia no Estádio do Canindé por 5 a 2. s gols lusos foram marcados por Tiba 2, Flávio Guarujá, Leto e Zé Maria. A goleada foi conquistada por : Neneca, Zé Maria, Jorginho, Augusto e Gustavo, Luizão, Betinho, Leto e Zinho (Rodrigo), Tiba e Flávio Guarujá (Flávio Goiano). O técnico foi Levir Culpi. No time luso o Augusto não é o lateral esquerdo e sim  Augusto quarto-zagueiro que jogou também pelo Bahia. Aliás, esse Augusto ficou pouco tempo no Canindé. O Luisão era aquele jogador que veio do Juventus para a Lusa e depois jogou no Cruzeiro.

 

Um abraço e até a próxima,

 

Antonio Quintal

 

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