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» Antonio Quintal - Comentário sobre a PortuguesaA apática Portuguesa perde em Bragança e se despede do acesso.
Jogando de forma apática, ontem em Bragança Paulista, a Portuguesa foi derrotada pelo Bragantino, por 2 a 0, em jogo inserido na vigésima quarta rodada da Série B do Campeonato Nacional.
Mais uma vez o time luso se apresentou de forma apática, aceitando a superioridade do Bragantino, que não foi brilhante tecnicamente, mas lutou muito e venceu.
Como de costume a Portuguesa estava desfalcada de vários de seus titulares. Dodô, Preto Costa, Fabinho e Luís Ricardo lesionados ficaram de fora. Glauber foi liberado pelo Departamento Médico, mas sem condições físicas ideais também ficou fora.
O técnico Vadão optou por armar a Portuguesa no 3 x 5 x 2 com Domingos, Thiago Gomes e Preto Costa compondo a linha de três zagueiros. Paulo Sérgio e Fabrício nas alas. Acleisson, Marco Antonio e Athirson na zona de meio-campo. Héverton e Zé Carlos como atacantes.
1º tempo.
Como era esperado o Bragantino começou a partida marcando forte e buscando as jogadas aéreas para chegar ao gol.
Aos 8’, Acleisson cometeu falta em Marcelinho pelo lado direito do ataque do Braga. Luciano Sorriso cobrou, João Salles tocou de cabeça e obrigou o goleiro Weverton a fazer sua primeira boa defesa no jogo.
A Portuguesa não mostrava força ofensiva e não conseguia sair da marcação imposta pelo Bragantino.
Aos 13’, Thiago Gomes praticou uma falta pelo lado direito da defesa lusa. Luciano Sorriso cobrou e mandou a bola junto ao primeiro poste onde Weverton apareceu para fazer outra boa defesa.
Aos 14’, Herverton desceu pela direita e cruzou buscando Fabrício que não dominou.
O Bragantino pressionava e aos 19’, Domingos derrubou Marcelinho pelo lado direito da defesa da Portuguesa. Luciano Sorriso, sempre ele, bateu a falta, a bola passou tirando tinta do travessão de Weverton.
Aos 21’, troca de passes na intermediária do Bragantino, Athirson passou para Zé Carlos que chutou para Gilvan defender.
O Bragantino marcou seu primeiro gol aos 25’. Rodriguinho recebeu a bola pela esquerda, carregou em direção à área e chutou no canto esquerdo de Weverton. Estava aberto o caminho para a vitória bragantina.
A única boa chance da Portuguesa marcar aconteceu aos 30’. O apagado Athirson, lançou Marco Antonio nas costas do grandalhão Marco Aurélio. O meia luso entrou livre pela meia direita e tropeçou dentro da área do Braga, perdeu a bola e a chance.
Aos 33’, Nego cobrou escanteio pela direita,Marco Aurélio subiu sozinho e errou a cabeçada para sorte da Portuguesa.
Aos 40’, Athirson arrematou e Gilvan desviou para escanteio.
O primeiro tempo terminou com a merecida vitória do Bragantino.
2º tempo.
Para a etapa final, esperava-se uma Portuguesa diferente, mais determinada, mais criativa, mais articulada e conseqüentemente mais competitiva.
Isso não aconteceu e o panorama foi praticamente o mesmo da fase inicial.
Sem imaginação, sem criatividade a Portuguesa tentou utilizar o jogo aéreo para chegar ao empate.
Mas o futebol luso era muito pequeno para mudar a história do jogo.
Aos 15’, o ala Nego, sem nenhuma marcação, recebeu a bola na intermediária lusa e chutou de forma violenta, obrigando Weverton a fazer boa defesa rente ao travessão.
Aos 23’, rápido contra-ataque do Bragantino, Maurin passou por dois zagueiros lusos e finalizou em diagonal e perdeu boa chance de aumentar o marcador.
A Portuguesa jogava errado e não incomodava a defesa caipira.
Aos 25’, Acleisson deu uma engrossada monstruosa. Foi virar o jogo e deu a bola nos pés de Marcelinho que estava livre na entrada da área da Portuguesa. O meia do Bragantino parece ter se assustado com o tamanho do presente e na hora que chutou foi calçado por Thiago Gomes que cedeu escanteio. Na cobrança pela direita, Marcelinho concluiu para marcar o segundo gol do Braga.
A Portuguesa teve aos 30’, sua primeira boa jogada do segundo tempo. Bola cruzada da direita, Henrique desviou buscando o canto direito onde Gilvan defendeu.
Aos 34’, o goleiro Gilvan foi expulso, o Bragantino que já tinha efetuado três substituições precisou colocar o meia Luciano Sorriso como goleiro. Imaginava-se que com um jogador a mais em campo, e com o time adversário sem um goleiro de origem, a Portuguesa partisse para cima do Bragantino e exercesse forte pressão para tentar pelo menos o empate no tempo que restava. Para frustração da torcida lusa, isso não ocorreu. A Portuguesa mostrando toda sua incompetência não foi capaz de fustigar a meta defendida pelo meia Luciano Sorriso.
De quebra, o goleiro improvisado do Bragantino, ainda praticou grande defesa aos 44’, quando o zagueiro Thiago Gomes acertou boa cabeçada. Ele que naquela altura jogava como centro-avante.
O Bragantino ainda teve a oportunidade de chegar ao terceiro gol com Thiago Cunha que pegou a bola na linha central do campo, passou por três jogadores da Portuguesa, foi egoísta e ficou sem a bola.
Uma derrota merecida de um time apático, sem força para reagir.
Na Lusa:
Weverton: o menos culpado pela derrota. Fez o que pôde. Nota 6,0
Domingos: mostrou pouco futebol e muito nervosismo. Nota 4,0
Thiago Gomes: o melhor dos zagueiros. Quase marcou um gol. Nota 5,0
Maurício: Fraco. Nota 3,0
Paulo Sérgio: Não conseguiu apoiar e se complicou na marcação. Nota 3,0
Acleisson: Fez o de sempre. Errou passes, finalizou errado e marcou mal.No segundo tempo foi autor de uma jogada ridícula quando entregou o ouro para o ataque do Bragantino. Nota 2,0
Marco Antonio: Fraca atuação. 2,0
Athirson: Sem velocidade, não ajudou na marcação e foi figura decorativa no time luso. Seu maior mérito foi um passe dado o Marco Antonio no primeiro tempo. Nota 2,0
Heverton: Sumido do jogo. Outro que aceitou a marcação do Bragantino. Nota 2,0
Zé Carlos: Uma cabeçada e um arremate contra a meta de Gilvan no primeiro tempo. Nota 3,0
Malaquias: Entrou no time e pouco fez. Bem marcado sucumbiu. Não conseguiu colocar velocidade no time. Nota 3,0
Henrique: Entrou no fogo. Jogou menos de meia hora e chutou uma bola com perigo. Nota 4,0
Ronaldo: Outro que jogou meia hora. Aliás, ficou no campo. Pois não apareceu em nenhuma jogada do ataque luso. Fraquíssimo. Pode ser que futuramente as coisas mudem e ele possa ser útil à Portuguesa. No momento não tem nenhuma condição de jogar no ataque luso. Nota 1,0
Vadão: Me parece perdido. Outra vez mexeu no esquema de jogo do time e se deu mal.
Sua equipe não foi capaz de sair da marcação do Bragantino.
Fez as três alterações que tinha direito e não conseguiu melhorar o futebol da Lusa. Nota 3,0
Ficha técnica
Bragantino 2 x 0 Portuguesa
Local: Estádio Nabi Abi Chedid, em Bragança Paulista-SP
Bragantino
Portuguesa
Depois de perder seu sétimo jogo fora de casa, a Portuguesa volta suas atenções para a partida contra o América MG na próxima terça-feira em Sete Lagoas.
A situação da Portuguesa vai se definindo na Série B deste ano. Com o fraco futebol que seu time vem apresentando, não vejo nenhuma possibilidade da Portuguesa reagir na competição e buscar o acesso.
Concordo com o técnico Vadão. Os jogadores não mostram vibração durante os jogos. A apatia e o conformismo são as marcas dessa equipe.
As situações adversas são aceitas com muita passividade pela maioria dos jogadores lusos. Time que quer subir, não pode ter esse tipo de comportamento.
Ontem o Bragantino venceu porque teve mais coração, mais garra, foi mais ligado no jogo.
Um time acomodado como esse da Portuguesa, nunca conseguirá subir.
Tem jogador que perde a bola no campo de ataque e vem caminhando para seu campo de defesa. Não há aquela preocupação de voltar rápido para recuperar a posse de bola.
Ou seja, mais uma vez, a Portuguesa foi um time sem alma.
Voltando no tempo, pois.........Recordar é Preciso.
Em 1989, pelo Campeonato Brasileiro a Portuguesa venceu a Internacional de Limeira no Estádio do Canindé por 2 a 0, gols de Roberto Dinamite e Catatau.
A Portuguesa, treinada por Antonio Lopes, jogou com : Sidmar, Zanata, Eduardo II, Henrique e Célio Gaúcho ( Lira ), Capitão, Toninho,Biro-Biro e Lê, Jorginho ( Catatau ) e Roberto Dinamite.
No começo da ultima semana, faleceu o volante Amaro, que jogou na Portuguesa nos anos de 1965 e 1966.
Amaro jogou também pelo América RJ, Corinthians e Juventus.
Volante clássico, de passes corretos e muita técnica. Não tinha nada de brucutu.
Estreou com a camisa lusa no Estádio do Pacaembu quando a Lusa venceu o XV Piracicaba por 3 a 1. A Portuguesa jogou com: Félix, Augusto, Ditão, Vilela e Edilson, Amaro e Mário. Neivaldo, Aloísio, Henrique Frade e Martim.
Os gols foram marcados por Martim ( 2 ) e Aloísio.
Quero agradecer publicamente o companheiro Antonio Petrin da Rede Bandeirantes de Rádio e TV que ontem em Bragança Paulista, dirigiu palavras elogiosas aos meus comentários. Confesso que fiquei muito feliz com o que ouvi.
O Petrin é um talento da nova geração de repórteres da nossa mídia esportiva.
Petrin, um grande abraço e muito obrigado. Não mereço, mas agradeço.
Um abraço e até a próxima,
Antonio Quintal
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