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» Antonio Quintal - Comentário sobre a PortuguesaPortuguesa ganhou fácil em Monte Azul e se aproxima do G4.
Jogando na cidade de Monte Azul Paulista na tarde de ontem, a Portuguesa venceu facilmente o Monte Azul, 4 a 0, em jogo válido pela décima quinta rodada do Paulistão 2010.
A partida foi disputada sob fortíssimo calor, início 15 horas, e desgastou fisicamente as duas equipes.
Na Lusa, Benazzi ficou sem cinco titulares ( Marco Antonio, Acleisson, Preto Costa, Luis Ricardo e Athirson ) para escalar a equipe que começou o jogo.
O treinador luso optou por colocar o novato Jaime na defesa ao lado de Thiago Gomes e Domingos e escalou Marcos Paulo no posto de Marco Antonio.
1º tempo.
Com a bola rolando a Portuguesa se mostrou ofensiva. Logo no primeiro minuto Luís Carlos atirou contra a meta do Monte Azul.
Aos 3’, a Portuguesa chegou ao ataque pela segunda vez. Heverton entrou na área e quando tentava driblar o goleiro Luís Calos foi derrubado, pênalti indiscutível marcado pela arbitragem que o atacante Luís Carlos cobrou com paradinha e marcou o primeiro gol da Portuguesa.
Não poderia ter sido melhor o começo de jogo para a Portuguesa.
O time do Canindé continuou ofensivo e aos 10’ quase marcou o segundo gol. Heverton e Fabrício fizeram boa trama pela esquerda, o ala chutou, houve o rebote do goleiro que Heverton aproveitou para finalizar outra vez, Luis Carlos defendeu novamente.
Somente aos 13’ o time da casa chutou ao gol de Fábio com Rafael Chorão, sem perigo.
Aos 18’ Fabrício atirou de fora da área, bola fraca que saiu à direita.
Depois desse lance a Portuguesa deixou de atacar, recuou em demasia e passou a ser atacada pelo Monte Azul.
Aos 21, a torcida local reclamou um pênalti de Domingos que não aconteceu. O zagueiro luso teve a bola tocada no seu braço esquerdo.
Aos 23’, o ex-luso Christian deu passe açucarado para Rafael Chorão que chutou para Fábio defender.
Aos 27’, Christian perdeu grande chance de empatar, depois de receber lançamento no meio da zaga lusa. Fábio praticou notável defesa.
Um minuto mais tarde, Franciscatti cobrou falta no canto superior esquerdo de Fábio que saltou e fez outra grande intervenção.
A Portuguesa só voltou a atacar aos 35’. Luís Carlos, mesmo gordo, ganhou de Cris e atirou de pé esquerdo e o goleiro defendeu.
Passados três minutos, Paulo Sérgio desceu bem pela direita e cruzou rasteiro buscando Luís Carlos, o zagueiro Cris quase marcou contra ao desviar a bola pela linha de fundo.
Aos 42’, o zagueiro Àvalos subiu livre de marcação e estou para fora perdendo boa chance.
Aos 44’, bom contra-ataque da Portuguesa pelo lado esquerdo, com Heverton e Henrique que bateu fraco e queimou a oportunidade.
2º tempo.
Como era esperado, o Monte Azul voltou disposto a tentar reverter a situação que se encontrava. O técnico Márcio Bittencourt tirou Christian e colocou Marcelinho.
Aos 2’, surgiu o primeiro escanteio para o time local.
Aos 5’, falta de Glauber e bola alçada na área lusa, sem perigo.
A Portuguesa contra-atacou aos 7’, com Fabrício e Luís Carlos.
O panorama começava a ficar amplamente favorável a Portuguesa, pois o Monte Azul partia ao ataque e oferecia espaços no setor defensivo para os contra-ataques da Lusa.
Aos 9’, jogada feita por Heverton e Luis Carlos que lançou Fabrício na meia-direita, o ala luso chutou fraco, pé direito, e perdeu a chance.
O Monte Azul não conseguia empreender uma reação na partida e a Portuguesa tinha tudo para vencer com tranqüilidade.
O segundo gol da Portuguesa veio aos 15’, depois que o zagueiro Cris derrubou Heverton na área. Penalti cobrado pelo próprio Heverton sem chance de defesa para Luís Carlos. A situação se complicou de vez para o Monte Azul que além de sofrer o segundo gol ainda teve seu zagueiro expulso.
O terceiro gol luso poderia ter acontecido aos 18’, quando Héverton e Fabrício tramaram à vontade pela esquerda, serviram grande passe para Luís Carlos, que livre pela direita, escolheu o canto e atirou para fora, perdendo uma claríssima chance de gol.
Esporadicamente o Monte Azul buscava o campo de ataque e a Portuguesa tinha a partida nas mãos.
Benazzi mexeu na equipe lusa e seu time não perdeu o controle do jogo.
Aos 42’, Rafael Silva, livre pela direita, marcou o terceiro gol.
Aos 44’, Celsinho trabalhou bem a bola pela esquerda, passou para Jean Natal fechar a goleada lusa marcando o quarto gol.
Vitória tranqüila da Portuguesa, que poderia construir uma goleada com números ainda mais expressivos.
Na Lusa:
Fábio – atuação segura do goleiro luso.
Paulo Sérgio – parece não ter sentido o calor. Correu muito e ajudou bastante seu time.
Jaime – me pareceu inibido.
Thiago Gomes – esteve bem.
Domingos – marcando pelo lado esquerdo da defesa não é o mesmo.
Fabrício – muito bom no apoio pelo lado esquerdo.
Glauber – boa atuação.
Marcos Paulo - jogou para o gasto.
Henrique – Foi bem mais uma vez.
Heverton - sofreu dois pênaltis, marcou um gol e se mexeu bastante. Bom.
Luis Carlos – mostrou categoria na cobrança do primeiro pênalti. Mesmo gordo esteve bem com a bola nos pés.
Jean Natal – entrou bem na partida e ainda marcou um gol.
Rafael Silva – entrou e colocou velocidade no ataque luso. Também deixou sua marca.
Celsinho – entrou e fez a jogada do quarto gol.
Benazzi – ontem teve problemas para armar seu time. Sem cinco titulares, não tinha muito que fazer para escalar sua equipe. Aliás, seu banco de reservas ficou com apenas seis jogadores ( que pega mal para a Portuguesa ).
Ficha Técnica
Monte Azul 0 x 4 Portuguesa
Portuguesa
Depois da importante vitória de ontem, a Portuguesa chegou aos vinte e cinco pontos e alimenta ainda as possibilidades de figurar nas semifinais do campeonato. Para isso a Portuguesa precisará somar mais três pontos contra o Mirassol na quarta-feira no interior de São Paulo.
Para esta partida o técnico Benazzi poderá contar com os retornos de Preto Costa, Acleisson e provavelmente Marco Antonio.
Uma vitória na cidade de Mirassol colocará, de vez, a Portuguesa na briga pelo G4.
Quero mandar um grande abraço ao Beto Fernandes ex-repórter da Equipe Líder que agora foi contratado pela Rádio Globo. Na nova emissora é chamado de Roberto Liói.
Uma conquista merecida, de um menino cheio de talento, que mais cedo ou mais tarde teria seu trabalho premiado.
Estou muito a vontade para falar do “Beto” pois eu sempre acreditei na capacidade desse jovem jornalista.
Parabéns ao Roberto Liói e ao meu grande amigo Antonio Demétrio.
O berço faz a diferença.
Um abraço e até a próxima,
Antonio Quintal
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