![]() |
|
|
› Home
› Clube
› Craques
› Elenco
› Equipes › Estádio
› Hinos
› História
› Links
› Mascotes
› Museu
› Titulos › Uniforme › Vídeos |
» Antonio Quintal - Comentário sobre a PortuguesaPortuguesa se despede de forma melancólica e termina o campeonato em 6º lugar.
Não poderia ter sido pior a despedida da Portuguesa do Paulistão 2010.
Jogando ontem à noite no Estádio do Canindé a Portuguesa terminou o primeiro tempo vencendo por 2 a 0, mas permitiu a virada do Ituano e foi derrotada por 3 a 2.
Uma despedida melancólica de um time que mais uma vez não soube vencer uma partida que se desenhou como fácil.
No ultimo jogo da competição a Portuguesa mostrou a mesma incompetência demonstrada em outras oportunidades.
A Portuguesa se apresentou sem os titulares Glauber e Marco Antonio e ficou sem opção do reserva Marcos Paulo. O técnico Benazzi optou pelo retorno de Acleisson ao lado do jovem Guilherme e de Héverton.
1º tempo.
Precisando da vitória a Portuguesa começou de forma agressiva e logo aos 2’, abriu o placar. Héverton arrancou pela esquerda e quando driblou Roque Júnior foi derrubado pelo zagueiro do Ituano. Paulo Sérgio cobrou a falta, Thiago Gomes desviou a bola de cabeça e a colocou no canto esquerdo do goleiro Eder.
A Portuguesa continuou melhor e teve uma série de contra-ataques perigosos. Enquanto isso o Ituano pouco fazia em termos ofensivos.
Antes da marcação do segundo gol a Portuguesa teve três boas chances de marcar.
Aos 33’, Luís Carlos ampliou o placar. Cruzamento da direita, o atacante luso se antecipou ao zagueiro Jean Pablo e tocou de cabeça para as redes de Eder.
Com o panorama da partida totalmente favorável à Portuguesa, estava desenhada a décima vitória lusa no campeonato.
Antes do final do primeiro tempo, a Portuguesa perdeu a chance de fazer o terceiro gol com Luís Ricardo.
A Portuguesa poderia ter chegado aos 4 a 0 que não seria nenhum exagero.
Na primeira fase do jogo, o goleiro Fábio não fez nenhuma grande defesa. O Ituano pouco exigiu do goleiro luso.
2º tempo.
Para a etapa final o Ituano veio alterado na sua formação técnica e tática. O treinador Doriva tirou o zagueiro Jean Pablo e fez entrar o atacante Alan. Com isso o Ituano passou a ter dois atacantes entre os zagueiros lusos e ainda contava com a perigosa chegada de Juninho Paulista e do meia Sandro.
Por seu turno, a Portuguesa voltou acomodada e se deu mal.
Logo aos 3’, o Ituano diminuiu com um golaço de Juninho Paulista. Jogada que começou do lado esquerdo, bola rolada para Juninho Paulista, que sem marcação, chutou colocado no canto esquerdo de Fábio que ficou estático.
O gol mudou totalmente o destino do jogo. De um lado o Ituano ganhou moral e foi para cima da Portuguesa. Do outro, a lenta Portuguesa tinha dificuldades para conter a reação interiorana.
Aos 5’, Roque Júnior escapou pela direita, foi derrubado na área lusa, pênalti que a arbitragem não marcou.
O time de Itú continuava melhor. A Portuguesa não conseguia se articular como no primeiro tempo.
Aos 8’, o jovem Guilherme foi expulso e complicou ainda mais a visa lusa.
Benazzi sacou Luís Ricardo e Luís Carlos e colocou Henrique e Biscayzacú.
Aos 10’, Juninho Paulista obrigou Fábio a praticar boa defesa.
Somente aos 17’ a Portuguesa chegou ao ataque com algum perigo. Contra-ataque rápido puxado por Henrique e Biscayzacú que contou com a boa defesa de Eder.
Aos 19’, Sandro desferiu bom chute de fora da área, Fàbio rebateu, e foi preciso Domingos aparecer e salvar.
Só dava Ituano. O gol de empate era uma questão de tempo.
Aos 24’, outro bom arremate de Juninho que Fábio defendeu.
Nada da Portuguesa atacar. Recuado, o time só se defendia.
Aos 30’, Preto Costa desceu pela esquerda como um lateral e foi cruzar a bola foi em direção ao arco de Eder que praticou sua defesa mais difícil do segundo tempo.
Aos 32’, Domingos fez falta na entrada da área. Juninho cobrou e exigiu grande defesa de Fàbio.
Melhores no jogo, os visitantes chegaram ao empate aos 34’, com Lincon.
Depois de sofrer a igualdade, a Portuguesa não teve poder de reação para buscar o terceiro gol.
Para coroar a boa atuação da fase complementar, o Ituano marcou o gol da vitória aos 40’. Roque Júnior recebeu a bola no costado de Domingos, entrou na área pela esquerda e finalizou para fechar o marcador.
Estava selada a sorte da Portuguesa, que pela atuação apática da fase final mereceu perder.
Ontem a Portuguesa jogou só meio tempo, por isso perdeu.
Na Lusa:
Fábio – fez duas boas defesas. No gol de Juninho me pareceu adiantado e ficou estático.
Paulo Sérgio – muito bem no primeiro tempo. No segundo tempo não foi o mesmo.
Domingos - Apenas razoável.
Thiago Gomes – Regular.
Preto Costa – Razoável.
Fabrício – Outro que foi melhor no primeiro tempo, depois não conseguiu manter a performance.
Acleisson- Faz da marcação sua maior virtude, mas continua violento e errando passes.
Guilherme – Discreto. Não chegou a ser violento, mesmo assim acabou expulso.
Héverton – Fez um bom primeiro tempo. Depois se afundou junto com o time.
Luís Ricardo – Oscilou bons e maus momentos. Tem condições de jogar muito mais.
Luís Carlos – Mostrou senso de colocação na hora que marcou o segundo gol. Pena que continua gordo e fora de forma.
Biscayzacú – Só mostrou esforço. Pouco fez.
Henrique – Entrou no começo do segundo tempo e só fez uma jogada boa.
Jéferson - Substituiu Acleisson com a incumbência de marcar o meio-campo do Ituano e fez o que deu para fazer. Não pode ser responsabilizado pelo resultado.
Benazzi – Poderia ter tirado Guilherme do time no intervalo. O jogador luso recebeu cartão amarelo aos 18’ do primeiro tempo. Como o jogo estava tranqüilo para a Portuguesa, acho que Benazzi não imaginou que poderia perder Guilherme por expulsão. Depois para não correr o risco de ficar sem Acleisson, que também estava “amarelado”, o técnico luso o substituiu por Jéferson.
Poderia ter colocado Rafael Silva no time, o panorama do jogo era favorável ao atacante que é rápido. A zaga do Ituano estava aberta, exposta aos contra-ataques da Portuguesa.
Na entrevista coletiva, Benazzi deu algumas declarações que causam espanto.
A primeira delas foi que o time perdeu porque não tinha os volantes titulares.
Ora, no primeiro tempo a Portuguesa jogou bem e abriu uma vantagem de dois gols sem os volantes titulares.
Depois ele disse, pelo time que me deram está de bom tamanho o que fizemos no campeonato.
Pelo que sei, o time foi montado com a concordância dele. Aliás, no início do ano, Benazzi disse que esse ano a Portuguesa não contrataria jogador “bonzinho”. Disse que só chegaria no Canindé, jogador para resolver os problemas da Portuguesa, jogador par ser titular.
Acho que a pergunta cabe: Gladstone, Zé Leandro, foram contratados como solução?
Falou que 31 pontos ganhos está bom.
Benazzi que me desculpe, mas isso é pensar pequeno. Técnico de time grande não pode terminar o campeonato no sexto lugar e achar que está bom.
FICHA TÉCNICA
Portuguesa 2 x 3 Ituano
Portuguesa
A Portuguesa não perdeu a classificação ontem e sim quando se atrapalhou com equipes de nível inferior dentro do Canindé perdendo pontos preciosos.
Agora as atenções se voltam para a Copa do Brasil. No meio da próxima semana a Portuguesa enfrentará o Fluminense no Canindé e depois decide no Maracanã.
Para sonhar com título, a Portuguesa precisará jogar um futebol muito melhor do que tem mostrado no estadual.
Você se lembra dele?
Juths, lateral esquerdo, defendeu a Portuguesa de 1957 a 1961.
Profissional disciplinado que se tornou uma referência para o torcedor rubro-verde.
Atuou ao lado de grandes nomes da história lusa. Foi vice-campeão em 1960 ao lado de um dos maiores times que e Portuguesa já teve.
Félix, Nelson, Ditão e Juths, Odorico e Vilela, Jair da Costa, Servílio, Silvio, Ocimar e Nilson.
Juths era lateral mas sabia marcar gols.
Em 1958, Juths marcou um dos gols da Portuguesa no empate histórico, 4 a 4, com o São Paulo no Rio-São Paulo.
Jogo realizado no Estádio do Pacaembu, que teve João Etzel como árbitro.
A Portuguesa jogou com: Carlos Alberto, Mário Ferreira e Djalma Santos, Hermínio, Odorico e Juths; Amaral, Ipojucã, Alfeu (Servilio), Ocimar e Adamastor (De Carlo). O técnico foi Flávio Costa.
O São Paulo teve: Valdemar, De Sordi e Mauro; Dino Sani, Vitor e Riberto; Maurinho, Rubini (Roberto), Gino (Celso), Zizinho e Canhoteiro. Técnico: Bela Guttmann
O São Paulo abriu o placar com um gol de Gino no primeiro minuto do jogo, Canhoteiro aumentou para 2 a 0 aos 12’.
A reação lusa começou aos 20’ Ipojucã marcou o primeiro. Juths empatou aos 37’, Ocimar fez 3 a 2 para a Portuguesa aos 41’ e Adamastor fez 4 a 2 para a Portuguesa aos 45’ do primeiro tempo. Na etapa final Gino marcou aos 17’ e aos 28’ e empatou esse grande jogo.
Em 1959, Juths marcou dois gols na vitória da Portuguesa ,3 a 1, sobre o XV de Piracicaba pelo Campeonato Paulista, jogo realizado no antigo Estádio do Canindé ( Ilha da Madeira ), o outro gol foi anotado por Ipojucã.
O time luso jogou com: Chamorro, Mário Ferreira, Murilo e Juths, Odorico e Vilela, Raul Klein, Ocimar, Servílio, Ipojucã e Babá.
Em 1961 em jogo amistoso realizado no Peru, Juths marcou o primeiro gol da grande goleada lusa sobre o White Star do Peru por 7 a 0.
Placar extravagante que contou ainda com gols de Marchetti 2, Nilson 2, Ocimar e Servílio.
O técnico foi o Nena e a Portuguesa alinhou: Chamorro ( Reis ), Murilo, Ditão e Juths, Odorico ( Wilse ) e Lever, Jair da Costa ( Ocimar ), Didi, Silvio ( Nilson ), Servílio ( Marchetti e Babá.
Os ultimos gols de Juths com a camisa da Portuguesa foram marcados na cidade de Bauru, onde a Lusa goleou o Noroeste por 4 a 2, jogo do Campeonato Paulista.
Juths marcou o primeiro e o terceiro gols, enquanto Babá e Jair da Costa marcaram os outros. O juiz foi Olten Aires de Abreu, e a Portuguesa jogou com Félix, Nélson, Ditão e Juths, Odorico e Vilela, Jair da Costa, Ocimar, Michel, Servílio e Babá. Téc.: Nena.
Sua ultima partida com a camisa rubro-verde foi na vitória da Portuguesa sobre a Portuguesa Santista por 2 a 0 no Estádio Ulrico Mursa pelo Campeonato Paulista de 1961. Neste dia a Lusa jogou com Félix, Nélson, Ditão e Juths, Odorico e Vilela, Jair da Costa, Servílio, Nardo, Ocimar e Nilson. O técnico foi o Nena. Gols de Nardo e Servílio.
Juths também jogou na Seleção Paulista de 1960,dirigida por Aymoré Moreira, que goleou a Seleção Baiana por 7 a 1, pelo Campeonato Brasileiro de Seleções.
Seleção Paulista
Gilmar, Zé Carlos, Olavo e Juths; Zito e Oreco; Dorval, Chinezinho, Coutinho, Bazani (Pelé) e Pepe. Nesse dia Aymoré Moreira ousou deixar Pelé no banco de reservas. Gols: Pepe aos 3 minutos do 1º tempo. Pelé aos 3, aos 31 e aos 40, Pepe (pênalti) aos 6 e aos 44, Chinezinho aos 15, Biriba aos 34 minutos do 2º tempo.
Atenção:
Nos meus últimos comentários, coloquei alguns craques que marcaram época na Portuguesa. Gostaria de saber dos nossos leitores o que estão achando disso.
Portanto é muito importante saber a opinião de vocês. Por isso, quem quiser me dar um retorno, positivo ou negativo, é só enviar um e-mail para: antonio.quintal@yahoo.com.br
Um abraço e até a próxima,
Antonio Quintal
|
| © 2008 Alma Lusa - Todos os Direitos Reservados | |