» Antonio Quintal - Comentário sobre a Portuguesa

Portuguesa perde mais uma no Canindé, ontem foi pela Copa do Brasil.

 

Jogando pelas oitavas de final da Copa do Brasil 2010, a Portuguesa amargou mais uma derrota em casa, desta feita para o Fluminense por 1 a 0.

 

Vitória que deixa o tricolor carioca muito próximo da vaga nas quartas de final da competição. Um simples empate é o suficiente para a equipe das Laranjeiras continuar na Copa.

 

Para a Portuguesa o resultado foi desastroso. A classificação lusa só acontecerá, se a Portuguesa vencer a partida por dois gols de diferença. Se ganhar por 1 a 0 a decisão será nos pênaltis.

 

Quem se classificar enfrentará Grêmio ou Avaí na etapa seguinte.

 

Na Lusa a novidade foi o zagueiro Maurício ( ex-Palmeiras ), que estreou no lugar de Preto Costa ( suspenso ). Além disso, Benazzi optou por colocar Athirson como ala pela esquerda, deslocando Fabrício para a meia de armação. Com essas alterações, o atacante Luís Carlos ficou no banco de reservas.

 

1º tempo.

 

O Fluminense começou melhor e foi superior durante os primeiros minutos.

 

Aos 6’, o estreante Maurício sofreu contusão muscular e foi substituído por Acleisson.

 

Depois de uma seqüência de dois escanteios a Portuguesa cresceu na partida e equilibrou as ações.

 

Conca procurava articular o onze tricolor. A Portuguesa não conseguia trabalhar a bola ofensiva com qualidade e esbarrava na boa marcação carioca.

 

Aos 22’, Athirson desceu pela esquerda e cruzou para Héverton que ajeitou a bola para o chute torto de Fabrício.

 

Embora fosse bastante disputado, o jogo não era bom. As duas equipes não criavam as oportunidades de gol.

 

O Fluminense mostrava mais organização tática mas vivia das faltas cobradas por Conca.

 

A Portuguesa tinha dificuldades de chegar ao ataque e o goleiro Rafael não era exigido.

 

O goleiro Fábio da Portuguesa foi chamado a intervir, quando saiu nos pés de Fred que recebeu lançamento pela esquerda. Tirando disso, o goleiro luso pouco trabalhou.

 

A única boa chance do Fluminense aconteceu aos 36’, quando Mariano chutou rasteiro em direção ao arco de Fábio, na pequena área apareceram Gum, Domingos e Thiago Costa que desviou o chute do zagueiro tricolor.

 

Do lado luso, a melhor oportunidade surgiu aos 45’ quando Fabrício cruzou da esquerda, Domingos testou para a entrada da área, Héverton dominou e chutou, Gum se projetou em direção a bola e cedeu escanteio.

 

O primeiro tempo foi encerrado com o empate que fez justiça ao faço futebol apresentado por Portuguesa e Fluminense.

 

2º tempo.

 

A Portuguesa foi a primeira equipe a buscar o ataque na fase final. Logo no primeiro minuto, Paulo Sérgio desceu bem pela direita e cruzou, a bola passou na pequena área de Rafael e Fabrício não alcançou.

 

Aos 6’, o Fluminense fez boa troca de passes pela meia direita, Marquinho finalizou para a defesa lusa cortar.

 

O Fluminense estava melhor. Aos 8’, Glauber perdeu a bola próximo a grande área rubro-verde, onde Marquinho chutou com perigo, a bola passou perto do poste esquerdo de Fábio.

 

Sem nenhuma criatividade, a Portuguesa começou a tentar os chutes de fora da área. Foi assim que Fabrício tentou duas vezes sem sucesso.

 

Uma das raras jogadas lúcidas feitas pela Portuguesa aconteceu aos 14’, quando Fabrício desceu pela esquerda e rolou a bola para Athirson que da entrada da área finalizou sobre o arco de Rafael. Boa chance perdida.

 

Para piorar a situação da Portuguesa, aos 16’ os cariocas abriram o placar.

 

Mariano pegou um rebote no lado direito ofensivo, passou por três jogadores da Portuguesa que só olharam o ala tricolor carregar a bola e servir o perigoso Fred, que recebeu a bola, dominou e chutou no canto direito de Fábio. Estava aberto o marcador.

 

Na jogada que originou o gol, só faltou os jogadores lusos esticarem um tapete vermelho para Mariano passar com a bola. Ninguém deu combate. Faltou combatividade no lance.

 

Aos 20’ a Portuguesa teve sua segunda e ultima chance no jogo. Jogada de Athirson e Fabrício pela esquerda, cruzamento feito para a cabeçada de Héverton que passou à direita de Rafael.

 

Aos 26’, Marquinho foi expulso, Cuca tirou o atacante Alan e colocou o médio Diogo. Por usa vez, perdendo o jogo e com um homem a mais em campo, Benazzi colocou Biscayzacú e Luís Carlos, fazendo sair Athirson e Acleisson.

 

As substituições não surtiram o efeito necessário na Portuguesa. O time insistia em jogar pelo miolo e facilitava a vida do recuado Fluminense.

 

O desespero tomou conta do time luso. Muitos chutes foram tentados de fora da área sem que levasse perigo ao arco tricolor.

 

A Portuguesa não tinha imaginação, não mostrava habilidade e muito menos inteligência para jogar pelos flancos do campo. Os jogadores lusos afunilavam o jogo e não conseguiam criar a oportunidade do empate.

 

Durante 23 minutos a Portuguesa ficou com um jogador a mais no jogo. Mas não soube tirar proveito dessa superioridade. Aliás, nem parecia que o Fluminense jogava com dez homens.

 

O jogo caminhou para seu final com a vitória do Fluminense, que não jogou um grande futebol, mas fez o necessário para vencer a atrapalhada e incompetente Portuguesa.

 

Na Lusa:

 

Fábio – foi pouco exigido e não teve culpa no gol de Fred.

 

Domingos – Regular. Mostrou nervosismo no segundo tempo.

 

Thiago Gomes – Deu espaço ao Fred no gol tricolor. Tirando isso fez seu papel.

 

Maurício – Pegou na bola duas vezes, se contundiu e deixou o campo.

 

Acleisson – Razoável. Continua violento. Ontem foi melhor nos passes.

 

Athirson – Sem ritmo. Perdeu boa oportunidade no segundo tempo.

 

Paulo Sérgio – Bem marcado por Marquinho, não apareceu com destaque.

 

Glauber – foi o melhor do meio campo luso.

 

Marco Antonio- Fraco. Foi engolido pelo meio campo do Fluminense.

 

Héverton – Outro que não esteve bem. Bem marcado não conseguiu muita coisa.

 

Fabricio – Mesmo atrapalhado e confuso, foi o jogador luso que mais chutou contra a meta de Rafael. Pena que não acertou nenhuma vez.

 

Luís Ricardo – Ciscou muito e produziu pouco.

 

Luís Carlos – Entrou no segundo tempo e nada fez.

 

Biscayzacú – Outro que entrou sem nada fazer. Ficou duas vezes em impedimento e foi protagonista de uma jogada ridícula quando tentou chutar de primeira, uma bola alçada da direita, pegou na orelha da bola que caminhou para a lateral do campo. Não tem futebol para jogar na Portuguesa.

 

Benazzi - Arriscou em promover a estréia de Maurício e colocar Athirson depois de bom tempo parado por contusão.

 

Muito provavelmente, Maurício não reunia as condições físicas necessárias para estrear ontem. Um jogador com apenas três dias no clube não poderia ser escalado como titular.

 

Agiu normalmente quando colocou Acleisson no lugar de Maurício. Tentou dar mais força ofensiva ao time quando fez entrar Biscayzacú e Luís Carlos. Só que esqueceu e orientar seus jogadores para efetuarem as jogadas pelos lados do campo. Seu time está viciado em jogar pelo miolo. Ontem mais uma vez, a Portuguesa mostrou ter uma equipe que não sabe fluir o jogo pelos flancos. Por isso, as equipes que chegam ao Canindé e se fecham, conseguem bons resultados. A Portuguesa não está treinada para furar bloqueios.

 

FICHA TÉCNICA

 

Portuguesa 0 x 1 Fluminense

Local: Estádio Dr. Oswaldo Teixeira Duarte.
Árbitro: Heber Roberto Lopes-PR (FIFA)
Cartões amarelos: Gum, Marquinho e (Fluminense); Acleisson, Marco Antonio, Domingos, Héverton (Portuguesa)
Cartão vermelho: Marquinho (Fluminense)
Gol: Fred, aos 16'/2T (Fluminense)

Portuguesa
Fábio; Domingos, Maurício (Acleisson, depois Luiz Carlos) e Thiago Gomes; Paulo Sérgio, Glauber, Marco Antônio, Fabrício e Athirson (Biscayzacu); Luís Ricardo e Héverton. Técnico: Vágner Benazzi.

Fluminense
Rafael; Gum, Cássio e Leandro Euzébio; Mariano, Diguinho, Éverton, Conca (Willians) e Marquinho; Alan (Diogo) e Fred (André Lima). Técnico: Cuca.

 

Para conseguir a classificação a Portuguesa terá que jogar muita bola no Maracanã na segunda partida. Não será com esse futebol pobre, que a Portuguesa seguirá na Copa do Brasil.

 

Depois da derrota de ontem, muitos torcedores da Portuguesa pediram a saída do técnico Benazzi.

 

É grande o descontentamento da torcida lusa com o treinador rubro-verde. Há também muitas reclamações quanto ao Departamento Profissional de Futebol da Portuguesa. Todos reclamam da falta de planejamento e critério nas contratações efetuadas. Muita gente entende que a solução seria a contratação de um Gerente de Futebol colocar ordem na casa.

 

Da minha parte, tenho a certeza que, enquanto a Portuguesa pensar pequeno, não sairá disso!

 

Você se lembra dele?

 

Norberto Arruda Lemos, Norberto, volante que jogou pela Portuguesa em 1994 e 1995.

 

Jogador que começou no extinto Pinheiros de Curitiba, depois se transferiu para o futebol gaúcho onde defendeu Internaconal e Grêmio. Defendeu também o Goiás, o Fluminense além do Bragantino.

 

Norberto defendeu a Portuguesa no primeiro jogo do Campeonato Brasileiro de 1994. Estréia no Canindé onde houve o empate com o Botafogo por 0 a 0.

 

A Portuguesa que tinha Cássia como técnico, nesta ocasião jogou com: Paulo César, Edinam, Jorginho, Ildo e Renato Martins, Luís Simplício, Simão, Caio e Márcio Griggio ( Cosminho ), Tico ( Norberto ) e Tiba.

 

No ultimo jogo da Portuguesa no mesmo campeonato, Norberto ajudou a Lusa a derrotar o Paraná Clube por 2 a 0 gols do meia Caio e do volante Simão.

 

O técnico rubro-verde foi Candinho que escalou : Paulo César, Edinam, Jorginho, Ildo ( Gilmar Francisco ) e Renato Martins, Norberto, Simão, Caio e Aritina, Paulinho McLaren e Tiba.

 

Pelo 2º turno do Campeonato Paulista de 1995, a Portuguesa venceu o Guarani por 2 a 0 no Canindé. Norberto foi um dos destaques lusos na partida. Depois de terminar o primeiro tempo em branco a Portuguesa abriu o placar com Caio no começo do segundo tempo e Paulinho McLaren marcou o segundo. O time da Portuguesa jogou com: Paulo César, Edinho, Jorginho, Gilmar e Zé Roberto, Capitão, Norberto ( Roque ), Caio ( Betinho) e Zinho, Paulinho McLaren e Flávio ( Jorge Andrade ), todos orientados pelo técnico Candinho.

Norberto vestiu a camisa da Portuguesa 44 vezes.

 

Um abraço e até a próxima,

 

Antonio Quintal

 

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